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PP e União Brasil rompem apoio a Alcolumbre e ameaçam sua permanência no comando do Senado

Alinhamento político com Lula contraria dirigentes da federação, que apoiam Flávio Bolsonaro e podem dificultar a reeleição do senador em 2027
© Lula Marques/Agência Brasil.

A disputa pela presidência do Senado Federal em 2027 ganhou um novo capítulo com o afastamento da federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, do senador Davi Alcolumbre (União-AP). A mudança de posicionamento amplia as dificuldades do atual presidente da Casa para conquistar um novo mandato e evidencia o impacto das alianças políticas nacionais sobre o comando do Congresso.

Segundo informações publicadas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, em 19 de outubro, o distanciamento está relacionado principalmente à aproximação de Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto dirigentes das duas legendas apoiam a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Disputa pelo Senado se intensifica nos bastidores

Diante da possibilidade de perder a presidência do Senado, Alcolumbre tem intensificado as articulações para garantir votos entre os parlamentares que assumirão seus mandatos em 2027. Entre as estratégias atribuídas ao senador estão negociações envolvendo a distribuição de gabinetes em áreas privilegiadas do Congresso e a presidência de comissões legislativas.

Esses cargos têm peso político porque permitem aos parlamentares ampliar sua influência sobre a tramitação de projetos e a definição das prioridades da Casa.

A federação União Progressista deverá iniciar a próxima legislatura com 12 senadores, sendo seis do PP e seis do União Brasil, considerando os parlamentares com mandato até 2031. Sem o respaldo dessas siglas, Alcolumbre poderá tentar a reeleição de forma independente, mas terá de enfrentar uma disputa mais difícil para reunir apoio suficiente.

Aproximação com Lula aumenta o desgaste político

Nos últimos dias, decisões de Alcolumbre no Senado também reforçaram a percepção de seu alinhamento com o governo federal. Entre os movimentos destacados estão o avanço das discussões sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e a retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que envolvia temas de interesse da oposição, como a redução da maioridade penal.

Outro ponto de tensão é a condução dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a publicação, Alcolumbre manteve essas solicitações sem avanço, situação que também integra o cenário de disputa entre diferentes grupos políticos em Brasília.

O que está em jogo em 2027

A eleição para a presidência do Senado não se resume à escolha de um dirigente para organizar as sessões e conduzir votações. O ocupante do cargo exerce influência sobre a pauta legislativa e sobre o encaminhamento de pedidos de impeachment de ministros do STF, além de participar das negociações entre o Legislativo e o Executivo.

Nesse contexto, a perda de apoio partidário pode reduzir a capacidade de articulação de Alcolumbre e abrir espaço para candidaturas alternativas, especialmente de setores alinhados à direita.

A definição do comando do Senado dependerá das negociações entre os partidos e da composição da nova legislatura. Até lá, o afastamento entre Alcolumbre e a federação União Progressista deve permanecer como um dos principais fatores de tensão nas articulações políticas para 2027.

Da redação Estrutural On-line
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