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| Bruno Peres/Agência Brasil |
O Pix consolidou sua posição como principal meio de pagamento do Brasil e respondeu por 55,2% de todas as transações realizadas no país entre janeiro e junho de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (27), o sistema registrou quase 44 bilhões de operações no período, um aumento de 19,4% em comparação com o primeiro semestre do ano passado.
A expansão demonstra a presença cada vez maior dos pagamentos instantâneos na rotina dos brasileiros, seja para transferências entre pessoas, compras no comércio ou quitação de despesas. O levantamento também aponta crescimento no valor médio das operações, que chegou a R$ 459 nos primeiros seis meses deste ano, aproximadamente 7% acima do registrado no mesmo período de 2025.
QR Code ganha espaço nas operações
Entre as formas de iniciar pagamentos pelo Pix, o QR Code dinâmico liderou em quantidade de operações no segundo trimestre de 2026, com 43,2% do total. Apesar disso, respondeu por 9% do valor financeiro movimentado pelo sistema.
As transferências realizadas por meio de chaves Pix representaram 37,2% das operações, mas concentraram 48,7% do dinheiro movimentado. Já a inserção manual dos dados bancários correspondeu a 10,8% da quantidade de transações e a 39,6% do volume financeiro.
Os números mostram que diferentes modalidades são utilizadas conforme a finalidade e o valor de cada pagamento, desde compras cotidianas até transferências de quantias mais elevadas.
Pix Automático registra avanço
Outra novidade que vem ganhando espaço é o Pix Automático, ferramenta voltada para cobranças recorrentes, como mensalidades, assinaturas de plataformas digitais e pagamentos periódicos.
No primeiro trimestre de 2026, foram realizadas pouco mais de 4 milhões de operações nessa modalidade, que movimentaram R$ 2,3 bilhões. Entre abril e junho, o volume subiu para 9,5 milhões de transações, com R$ 3,5 bilhões movimentados.
A funcionalidade amplia as possibilidades de utilização do sistema e permite automatizar pagamentos que tradicionalmente dependiam de outras formas de cobrança.
Cartões continuam relevantes no país
Apesar do avanço do Pix, os cartões de crédito, débito e pré-pagos seguem com participação expressiva nos pagamentos brasileiros. Juntas, essas modalidades responderam por 30,8% das transações realizadas no primeiro semestre de 2026, totalizando 24,5 bilhões de operações.
O cartão de crédito apresentou crescimento de 9,2% na quantidade de transações em relação ao mesmo período de 2025. No débito, a alta foi de 0,5%, enquanto os cartões pré-pagos avançaram 1%.
Em relação ao valor médio por operação, o crédito registrou R$ 135, enquanto o débito apresentou R$ 58 e o pré-pago, R$ 39.
Pix lidera em quantidade, mas não em volume financeiro
Embora seja o meio de pagamento mais utilizado em número de operações, o Pix não concentra a maior parcela do dinheiro movimentado no país.
No primeiro semestre de 2026, o sistema respondeu por 28,1% do volume financeiro total, enquanto a Transferência Eletrônica Disponível (TED) liderou nesse indicador, com 32,7%. A diferença evidencia que o Pix é amplamente utilizado em operações frequentes, enquanto a TED mantém relevância em transferências de valores elevados.
Os dados do Banco Central reforçam a transformação dos hábitos de pagamento no Brasil, com a ampliação das ferramentas digitais e a diversificação das formas de movimentar dinheiro.
Da redação Estrutural On-line

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