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O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) os episódios de violência registrados durante uma série de protestos que se espalharam pelo país. As manifestações, realizadas no sábado (17), terminaram com confrontos, saques a estabelecimentos comerciais, ataques a prédios públicos e um grande número de detenções. Segundo informações divulgadas pelo governo francês, os atos deixaram ao menos uma pessoa morta e centenas de agentes de segurança feridos.
Em pronunciamento transmitido pela televisão, Macron criticou os responsáveis pelos atos de vandalismo e classificou os envolvidos nos episódios violentos como grupos de delinquentes. O presidente também manifestou solidariedade aos comerciantes prejudicados pela destruição e pelos saques.
Protestos começaram por reivindicações na educação
As mobilizações tiveram início em setembro, com estudantes denunciando problemas nas escolas, incluindo falta de professores e redução de recursos destinados à educação. Com o passar das semanas, o movimento ganhou dimensão nacional e incorporou outras reivindicações, especialmente relacionadas ao aumento do custo de vida e à inflação dos combustíveis.
No sábado, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em diferentes cidades francesas, de acordo com os números divulgados na cobertura inicial dos protestos. Embora as manifestações tenham reunido pessoas em defesa de melhores condições sociais, parte dos atos foi marcada por confrontos com a polícia e depredação do patrimônio público e privado.
Balanço registra morte, prisões e centenas de policiais feridos
Os números divulgados sobre a violência indicam a dimensão da crise enfrentada pelas autoridades francesas. O balanço citado pelo Metrópoles aponta uma morte, cerca de 2 mil pessoas presas e mais de 600 policiais feridos nos confrontos de sábado.
Entre os episódios mais graves está o incêndio que atingiu a prefeitura de Limoges. Também foram registrados saques e danos a estabelecimentos comerciais e outros edifícios públicos.
A escalada da violência ampliou a pressão sobre o governo, que passou a enfrentar cobranças por medidas de segurança e respostas às reivindicações sociais que deram origem às mobilizações.
Governo promete resposta aos comerciantes
Durante seu pronunciamento, Macron destacou os prejuízos sofridos por comerciantes, artesãos e outros trabalhadores afetados pelos atos violentos. O presidente afirmou que o governo apresentaria medidas de apoio aos atingidos e defendeu a responsabilização dos envolvidos em crimes e depredações.
O episódio reacende o debate sobre a situação econômica e social da França, especialmente diante da insatisfação com o custo de vida e os serviços públicos. Ao mesmo tempo, a crise coloca em evidência o desafio das autoridades de garantir a segurança sem ignorar as reivindicações apresentadas pelos manifestantes pacíficos.
Da redação Estrutural On-line

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