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Os Estados Unidos orientaram, nesta terça-feira (6/10/2026), que seus cidadãos deixem a Rússia “imediatamente”. A recomendação foi divulgada após relatos sobre uma suspeita de peste pneumônica na região de Irkutsk, na Sibéria. Até o momento, autoridades russas não confirmaram a doença.
A Embaixada dos EUA na Rússia informou que monitora o episódio. De acordo com a representação diplomática, medidas de quarentena foram implementadas na região depois da morte de uma funcionária de um centro de pesquisa especializado em peste.
O governo russo declarou que os exames feitos na mulher não identificaram sinais da doença. As autoridades também afirmaram que a situação está “sob controle”.
Ao emitir o comunicado, a Embaixada americana classificou o episódio como suspeito, sem atribuir a morte da funcionária à peste pneumônica.
A representação diplomática ressaltou ainda que tem capacidade limitada para prestar assistência a cidadãos norte-americanos em território russo, sobretudo nas áreas fora de Moscou.
A Rússia continua enquadrada no grau mais alto do alerta de viagem dos Estados Unidos, definido como “Nível 4: Não viaje”. Além das questões de saúde, o Departamento de Estado menciona riscos de detenção indevida de cidadãos americanos e outros problemas relacionados à segurança.
Diante desse cenário, a orientação oficial é que os norte-americanos que já se encontram na Rússia deixem o país imediatamente.
O que ocorreu na Sibéria
- O alerta foi publicado depois da morte de uma funcionária de um centro de pesquisa especializado em peste na região de Irkutsk.
- A suspeita provocou preocupação porque a peste pneumônica é uma manifestação grave da infecção causada pela bactéria Yersinia pestis e, em determinadas circunstâncias, pode ser transmitida por gotículas respiratórias.
- Não há, até agora, confirmação de que a pesquisadora tenha morrido em consequência da doença.
- Segundo as autoridades russas, os exames realizados na mulher não apontaram sinais de peste.
- O Kremlin declarou que as providências adotadas na região integram os protocolos de segurança aplicados diante da suspeita.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira que Washington acompanha o caso “muito de perto” e pediu ao governo russo mais informações sobre o episódio.
“Estamos acompanhando a situação muito de perto, hora a hora”, afirmou.
Rubio disse que as autoridades da Rússia devem fornecer mais informações à comunidade internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, afirmou que pretende falar em breve com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo o republicano, a conversa deverá acontecer “muito em breve”.

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