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PGE contesta recurso de Arruda e defende impedimento de candidatura ao GDF

Parecer enviado ao TSE sustenta que condenações por improbidade mantêm José Roberto Arruda inelegível nas eleições de 2026

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) apresentou parecer contrário ao recurso de José Roberto Arruda e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mantenha a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que indeferiu o registro de candidatura do ex-governador ao Palácio do Buriti.

O documento analisa os argumentos apresentados pela defesa e sustenta que ainda existem impedimentos legais para que Arruda dispute o Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

PGE cita sete condenações relacionadas à Caixa de Pandora

No parecer, a Procuradoria destaca a existência de sete condenações colegiadas por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. As decisões citadas no documento foram proferidas entre 2014 e 2026.

Segundo a PGE, a origem das ações em uma mesma operação não é suficiente para estabelecer conexão entre os processos para fins de contagem da inelegibilidade.

Condenação publicada em junho é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Procuradoria envolve uma condenação cujo acórdão foi publicado em junho de 2026.

Na interpretação da PGE, essa decisão estabelece um novo período autônomo de oito anos de inelegibilidade, alcançando as eleições deste ano.

O órgão também analisou uma hipótese alternativa levantada no processo envolvendo um eventual limite de 12 anos para a restrição.

Mesmo nesse cenário, a Procuradoria afirma que o período de inelegibilidade chegaria a dezembro de 2030, considerando como referência uma condenação proferida em 2018.

Decisão final caberá ao Tribunal Superior Eleitoral

Ao concluir o parecer, a Procuradoria-Geral Eleitoral pediu que os recursos apresentados pela defesa de Arruda sejam rejeitados e que seja preservada a decisão do TRE-DF.

A manifestação da PGE é uma etapa do processo e não equivale à decisão final sobre a candidatura. O julgamento caberá ao TSE.

Enquanto o processo permanece em análise, Arruda pode continuar em campanha e aparecer na urna eletrônica. Caso receba votos, entretanto, a validade deles ficará condicionada ao resultado definitivo do processo de registro de candidatura.

Da redação Estrutural On-line
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