O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a fazer críticas duras aos governos de esquerda da América Latina. Durante uma visita ao Equador nesta quarta-feira (9), o diplomata afirmou que administrações desse espectro político teriam levado diversos países da região à destruição.
A declaração ocorreu durante uma agenda com o presidente equatoriano, Daniel Noboa. Rubio também relacionou movimentos de esquerda a organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e defendeu uma atuação conjunta entre governos que compartilhem das mesmas posições na área de segurança.
Ao comentar o avanço da esquerda na América Latina, o secretário norte-americano citou nominalmente Venezuela, Cuba e Nicarágua. Segundo ele, esses países seriam exemplos do que considera os efeitos negativos de governos de esquerda.
Rubio também mencionou a Bolívia, afirmando que o país teria enfrentado dificuldades durante décadas sob administrações desse campo político. Equador e Colômbia também apareceram entre os países citados pelo representante do governo dos Estados Unidos ao abordar questões econômicas e de segurança.
Rubio relaciona esquerda ao narcotráfico
Além das críticas políticas e econômicas, Marco Rubio fez uma acusação mais abrangente ao afirmar que grupos de esquerda estariam associados a organizações envolvidas com o tráfico de drogas.
Na avaliação do secretário, haveria uma aproximação entre determinados movimentos políticos e estruturas criminosas que atuam na América Latina. A declaração foi apresentada como parte de uma preocupação mais ampla de Washington com o narcotráfico e o crime organizado.
Rubio defendeu que os Estados Unidos ampliem a cooperação com presidentes e governos latino-americanos que tenham uma visão semelhante sobre segurança pública e combate às organizações criminosas.
América do Sul passa por mudança política
As declarações do secretário de Estado acontecem em meio a uma mudança no cenário político sul-americano. Nos últimos anos, partidos de direita e centro-direita conquistaram espaço em diferentes países da região, alterando o equilíbrio que havia predominado durante parte dos anos 2000.
Atualmente, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru são comandados por governos classificados como de direita, centro-direita ou extrema-direita. Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname estão entre os países governados por forças de esquerda ou centro-esquerda.
Nesse cenário, Rubio sinalizou que Washington pretende estreitar relações com governos considerados alinhados aos interesses dos Estados Unidos, especialmente em temas como segurança, combate ao narcotráfico e enfrentamento ao crime organizado.
A viagem do secretário pela América do Sul ocorre justamente em um momento de intensificação das discussões sobre segurança regional e da influência dos Estados Unidos na política latino-americana.
Da redação Estrutural On-line
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