Mobile Menu

Data Atual / Redes Sociais

CARREGANDO...

Publicidade Internas 970x90

Márcio Corrêa sobe o tom contra Wilder Morais e questiona atuação do senador na direita

Prefeito de Anápolis critica pré-candidato ao governo de Goiás e resgata episódios envolvendo Cachoeira, Messias e Alexandre de Moraes

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), intensificou a disputa política dentro da direita em Goiás e fez duras críticas ao senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao governo do Estado. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta sexta-feira (4/9), o prefeito respondeu às declarações feitas pelo senador durante uma sabatina ao portal Mais Goiás.

Wilder havia classificado Márcio como um político de “sabor direita”. Na resposta, o prefeito adotou tom irônico e afirmou que o senador poderia ser associado a expressões como “sabor Cachoeira”, “sabor Morais”, “sabor Messias”, “sabor rabo preso” e “sabor preguiça”.

“Podia ter citado aí ‘sabor Cachoeira’, ‘sabor Morais’, ‘sabor Messias’, ‘sabor rabo preso’, ‘sabor preguiça’. Mas o seu sabor, senador, é o sabor amargo da derrota, por essas atitudes”, afirmou Márcio.

Além das provocações, o prefeito questionou a postura política de Wilder e disse que o senador deveria concentrar esforços na apresentação de propostas para Goiás, em vez de direcionar críticas pessoais a adversários.

“O senhor tinha de gastar esse tempo para apresentar propostas e projetos consistentes que resolvam a vida do cidadão”, declarou.

Márcio resgata ligação de Wilder com Carlinhos Cachoeira

Entre os principais pontos levantados pelo prefeito está a relação de Wilder Morais com o empresário e contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

O episódio remonta às investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Em gravações divulgadas durante o caso, Cachoeira afirmou ter participado da trajetória política de Wilder e disse que havia contribuído para sua chegada à suplência do Senado.

Em uma das conversas, Cachoeira afirma: “Fui eu que te pus na suplência, essa secretaria, fui eu”. Wilder, por sua vez, reconhece a importância do contraventor em sua trajetória política.

Wilder chegou ao Senado em 2012, quando assumiu a vaga deixada por Demóstenes Torres, que havia sido cassado.

Ausência em votação de Jorge Messias também vira alvo de críticas

Outro episódio utilizado por Márcio Corrêa para questionar a atuação de Wilder na direita envolve a votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 29 de abril deste ano, Wilder não participou da sessão que rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O registro oficial do Senado classificou a situação como “não compareceu”.

Messias enfrentava forte resistência de senadores ligados ao PL e precisava de maioria absoluta para ser aprovado. A ausência de Wilder retirou da votação um potencial voto contrário à indicação.

Apesar de posteriormente publicar um vídeo comemorando a rejeição de Messias, o senador foi cobrado por integrantes da própria direita em razão de sua ausência na sessão.

Jantar com Alexandre de Moraes volta ao debate

Márcio também recuperou a atuação de Wilder na articulação política que antecedeu a aprovação de Alexandre de Moraes para o STF, em 2017.

Na época, Wilder participou da organização de um encontro entre Moraes e senadores que analisavam a indicação do então ministro da Justiça para a Suprema Corte. O jantar ocorreu em uma embarcação de propriedade do senador, no Lago Paranoá, em Brasília, e funcionou como uma oportunidade para Moraes conversar com parlamentares antes da votação.

Anos depois, Alexandre de Moraes passou a ocupar posição central nos conflitos entre o Supremo Tribunal Federal e setores do bolsonarismo, além de tomar decisões judiciais que atingiram diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Prefeito chama candidatura de Wilder de “projeto falido”

As críticas de Márcio não ficaram restritas ao histórico político de Wilder. O prefeito também questionou a estratégia de campanha do senador para o governo de Goiás.

Em tom provocativo, disse que Wilder deveria estar mais próximo da população e criticou o que considera uma postura distante do eleitorado.

“Não vai pôr botina só no dia do debate, não, e ficar usando sapatinho caro no ar-condicionado. Vai pôr botina, trabalhar, dialogar com a população”, afirmou.

Márcio ainda classificou a candidatura de Wilder como um “projeto falido” e comparou o grupo político do senador a um “barco que está afundando”.

“Todo dia é um desembarcando por causa dessas atitudes imaturas”, disse o prefeito.

Apoio a Daniel Vilela provoca crise no PL

O confronto entre os dois políticos ocorre em meio a uma crise interna no PL de Goiás. Em 22 de agosto, Márcio Corrêa declarou apoio à reeleição de Daniel Vilela, movimento que contrariou os interesses do grupo que trabalha pela candidatura de Wilder Morais ao governo estadual.

A decisão levou à abertura de um processo ético-disciplinar contra o prefeito dentro do partido.

Mesmo diante da pressão interna, Márcio afirma que continua alinhado a nomes da direita nacional, citando o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Gustavo Gayer e o ex-deputado Major Vitor Hugo.

Ao defender sua posição, o prefeito de Anápolis voltou a criticar Wilder e afirmou que pretende manter sua atuação política voltada para a população do município e para os candidatos que considera verdadeiramente alinhados à direita.

A troca de acusações amplia a divisão dentro do PL em Goiás e evidencia a disputa pelo protagonismo da direita no Estado para as eleições de 2026.

Da redação Estrutural on-line 
Política de Comentários - Estrutural On Line

Os comentários são de inteira responsabilidade do autor e não expressam a opinião do Estrutural On Line. Você pode ser responsabilizado pelo conteúdo publicado.

Por favor leia nossa Política de Comentários antes de comentar.

Comentários

Postar um comentário

Agradecemos pelo comentário.

Anúncio 300x250 Internas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS