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| Créditos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados |
A discussão sobre o uso de câmeras corporais por policiais voltou a movimentar a disputa pelo Governo de Goiás. Na terça-feira (15/9), durante um comício da base governista em Aparecida de Goiânia, o ex-governador e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a possibilidade de adoção dos equipamentos, um dia após o senador Wilder Morais (PL) afirmar que avaliaria a medida.
Sem citar Wilder diretamente, Caiado adotou um tom contundente ao comentar o assunto. “Botar câmera nos policiais? Ah, rapaz! Deixa de ser frouxo!”, declarou.
Na sequência, o ex-governador defendeu uma atuação firme das forças de segurança. “Polícia nossa é pra dar segurança pro nosso povo do estado de Goiás. Aqui é pra manter a ordem. Aqui não é bandido que vai mandar em Goiás, não. Aqui não é estado de frouxidão, não. Aqui é na lei, na ordem, no respeito ao cidadão, no respeito ao dinheiro público”, afirmou.
Wilder diz que ouviria a corporação antes de decidir
A declaração que provocou a reação de Caiado foi dada por Wilder Morais na segunda-feira (14/9), durante entrevista à Rádio Sucesso. Questionado sobre a implantação de câmeras corporais, o candidato afirmou que, se eleito, conversaria com a Corregedoria da Polícia Militar e com integrantes da corporação nos primeiros 100 dias de governo antes de tomar uma decisão.
Wilder disse não ter “nenhuma dificuldade” em acompanhar o entendimento dos policiais sobre o tema.
“O que a nossa corporação entender que é bom para a sociedade e para a segurança pública, nós vamos ter. Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, declarou.
A entrevista também foi repercutida pelo jornal O Popular.
Campanha de Wilder divulga esclarecimento
Após a repercussão da fala, a campanha de Wilder divulgou uma nota afirmando que o candidato é contrário ao uso de câmeras corporais em policiais. Segundo o comunicado, a declaração teria sido retirada de contexto e representaria apenas a disposição de ouvir a corporação antes de definir uma posição sobre a medida.
Câmeras corporais dividem candidatos
O uso de câmeras corporais também já foi abordado por outros candidatos ao Governo de Goiás. Marconi Perillo (PSDB) defendeu que uma eventual adoção dos equipamentos seja discutida previamente com especialistas e integrantes das forças de segurança.
Daniel Vilela (MDB), por sua vez, declarou ser “radicalmente contra” o uso das câmeras.
A divergência coloca a política de segurança pública no centro do debate eleitoral em Goiás, especialmente sobre os mecanismos de monitoramento da atuação policial e a participação das forças de segurança na definição de medidas para a corporação.
Da redação Estrutural on-line

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