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O Rio Grande do Sul voltou a registrar um tornado nesta quinta-feira (6), marcando a segunda ocorrência do fenômeno em menos de duas semanas. Desta vez, o tornado foi confirmado na zona rural de Pedro Osório, município localizado na região Sul do estado, a cerca de 308 quilômetros de Porto Alegre.
A confirmação foi feita pela Climatempo com base em informações levantadas pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Até a última atualização, não havia registros de feridos nem de danos materiais provocados pela passagem do fenômeno.
Estado enfrenta risco de tempo severo
O tornado ocorreu em um dia de grande instabilidade atmosférica no estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para tempestades intensas, enquanto a aproximação de um ciclone extratropical aumenta o potencial para eventos climáticos extremos.
As previsões indicam possibilidade de chuva forte, queda de granizo, rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h e até novos tornados em áreas isoladas do território gaúcho.
Supercélula favoreceu formação do tornado
Segundo especialistas, o tornado se desenvolveu a partir de uma supercélula, um dos sistemas meteorológicos mais intensos da atmosfera. Esse tipo de tempestade possui uma corrente de ar em rotação, condição que favorece a formação de ventos extremamente fortes, granizo de grande porte e, em determinadas situações, tornados.
Embora nem toda supercélula gere esse tipo de fenômeno, quando a rotação da tempestade alcança o solo forma-se a coluna de ar característica dos tornados, capaz de provocar destruição em sua trajetória.
Novo caso preocupa autoridades
A repetição do fenômeno em um intervalo tão curto chama a atenção dos órgãos de monitoramento. Na semana passada, outro tornado atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, quatro pessoas ficaram feridas e diversos imóveis sofreram danos causados pela força dos ventos, reforçando o cenário de preocupação com a sequência de eventos climáticos extremos no estado.
Como um tornado é formado
De acordo com a Climatempo, o tornado surge quando a circulação de ar dentro de uma supercélula se estende até a superfície. Nesse momento, o funil visível sob a nuvem toca o solo, formando uma coluna de ar em rotação de alta intensidade.
Em muitos casos, o funil permanece suspenso e não chega ao chão. Quando há contato com a superfície, porém, o tornado pode percorrer vários quilômetros, deixando um corredor estreito de destruição devido à combinação de ventos intensos e movimento rotacional.
Da redação Estrutural On-line

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