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| Globo/Divulgação |
A morte de Laura Cardoso, aos 98 anos, encerra uma das trajetórias mais importantes da dramaturgia brasileira. A atriz morreu na segunda-feira (17/8), depois de mais de oito décadas dedicadas à arte, e deixa uma história que se mistura à evolução da televisão no país.
Durante o programa Acorda, Metrópoles, o colunista Lucas Pasin destacou a dimensão da carreira da atriz e lembrou que ela nasceu antes mesmo de a televisão chegar ao Brasil.
“Ela nasceu duas décadas antes da TV chegar no Brasil, então, são mais de 100 trabalhos ali”, comentou Pasin.
A atriz começou no rádio ainda adolescente, aos 15 anos, participando de radionovelas. Poucos anos depois, migrou para a televisão e construiu uma carreira marcada pela longevidade e por personagens que permaneceram na memória do público.
Mais de 60 novelas
Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, na extinta TV Tupi, onde permaneceu até o encerramento das atividades da emissora, em 1980. No ano seguinte, passou a integrar o elenco da Globo e se tornou uma das atrizes mais constantes da teledramaturgia nacional.
Ao longo da carreira, participou de mais de 60 novelas. Entre os trabalhos que ajudaram a consolidar seu nome estão “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Chocolate com Pimenta”, “Caminho das Índias”, “Gabriela”, “O Outro Lado do Paraíso” e “A Dona do Pedaço”.
Para Lucas Pasin, a importância de Laura Cardoso ultrapassa a quantidade de produções em que esteve presente. O colunista também ressaltou a relação respeitosa que a atriz mantinha com jornalistas e profissionais da imprensa.
“Ela sempre tratou os jornalistas, a imprensa, [muito bem]. Ela soube sempre falar e fazer um discurso muito bonito”, afirmou.
Uma carreira que atravessou gerações
Além da televisão, Laura Cardoso também teve uma atuação expressiva no teatro e no cinema. Ao longo dos anos, recebeu importantes reconhecimentos, incluindo os prêmios Shell, APCA e Grande Otelo.
Em 2006, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural. Já em 2025, ganhou uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, homenagem à contribuição de mais de oito décadas para a cultura e o audiovisual brasileiros.
A longevidade da carreira fez com que Laura trabalhasse com diferentes gerações de atores e acompanhasse profundas transformações na televisão brasileira.
“Não tem como a gente pensar na arte, no teatro, nas novelas, e não lembrar da história da Laura Cardoso. A história dela conversa totalmente com a história da nossa arte aqui no Brasil”, concluiu Lucas Pasin.
A trajetória da atriz deixa, assim, um dos mais importantes legados da dramaturgia nacional, marcado pela presença constante nos palcos, no cinema, no rádio e, principalmente, na televisão brasileira.
Da redação Estrutural On-line

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