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Jorginho Argello (Avante), que era apontado como favorito para ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa de José Roberto Arruda (PSD), afirmou ter sido surpreendido pela decisão do aliado de escolher Luiz Pitiman para o posto. O empresário classificou a mudança como uma "traição" e disse que o acordo firmado entre os partidos foi desrespeitado.
Segundo Jorginho, o Avante foi o primeiro partido a declarar apoio ao projeto eleitoral de Arruda e, em troca, teria recebido a garantia de que indicaria o nome para a vice-governadoria. No entanto, a confirmação de Pitiman ocorreu sem qualquer aviso prévio à legenda.
O empresário contou que tomou conhecimento da decisão na noite de quarta-feira (5), ao verificar a ata do PSD, homologada por volta das 22h56. Para ele, a forma como a mudança aconteceu gerou forte insatisfação dentro do partido.
"O PSD e o Arruda tinham dado a palavra de que a vaga de vice seria de indicação do Avante. Fomos surpreendidos com a homologação da ata sem qualquer comunicação. A gente se sentiu traído", declarou.
Jorginho também fez críticas ao ex-governador José Roberto Arruda, afirmando que, após quase duas décadas de convivência política, não percebe mudanças na postura do aliado.
Avante mantém aliança, mas libera candidatos
Apesar do desgaste, o Avante permanecerá na coligação com o PSD. A decisão, segundo Jorginho, foi tomada pelo presidente regional da legenda, Gim Argello, que optou por manter o compromisso firmado anteriormente.
Entretanto, os candidatos do partido à Câmara Legislativa e à Câmara dos Deputados não serão obrigados a apoiar Arruda na corrida ao Palácio do Buriti. Eles terão liberdade para declarar apoio a outros candidatos ao Governo do Distrito Federal.
Jorginho afirmou que, pessoalmente, fará campanha para Leandro Grass (PT) e disse que outros integrantes do Avante avaliam seguir o mesmo caminho.
"Os nossos deputados queriam caminhar de forma independente, mas meu pai decidiu honrar a palavra dada ao PSD. Eu vou pedir votos para o Leandro Grass, e outros membros do partido também estão se organizando nesse sentido", afirmou.
Arruda justifica escolha de Pitiman
Procurado para comentar a reação do aliado, José Roberto Arruda afirmou que analisou diferentes nomes antes de definir Luiz Pitiman como companheiro de chapa.
De acordo com o candidato do PSD, a escolha levou em consideração a experiência política e administrativa de Pitiman, além da capacidade de diálogo com diferentes setores.
"Recebemos várias sugestões de nomes, todos muito respeitados. Diante da situação do Distrito Federal, optamos por um perfil com experiência política, gestão pública e habilidade para construir pontes com outras correntes políticas, contribuindo para um futuro governo", declarou Arruda.
A decisão evidencia um momento de tensão dentro da aliança entre PSD e Avante às vésperas da campanha eleitoral no Distrito Federal, mesmo com a manutenção formal da coligação entre as duas legendas.
Da redação Estrutural On-line

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