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Greve da CPTM termina após acordo entre ferroviários e Governo de SP; trens voltam a circular

Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade retomam operação após aprovação de proposta que prevê proteção aos empregos
Gabrielle Gonçalves/Metrópoles

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada na tarde desta quarta-feira (5), após um acordo firmado entre representantes do Governo de São Paulo e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). Com a decisão, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade retomam a circulação normal de trens.

A proposta negociada durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi aprovada pela categoria em assembleia. Segundo o sindicato, 131 trabalhadores votaram pelo fim da paralisação, enquanto 26 defenderam a continuidade da greve.

Apesar do retorno às atividades, os ferroviários decidiram manter o chamado estado de greve, mecanismo que permite à categoria acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo e discutir novas medidas caso o acordo não seja respeitado.

Garantia de empregos motivou a paralisação

A principal reivindicação dos trabalhadores era a criação de uma garantia formal de preservação dos empregos durante o processo de reorganização da CPTM.

Antes da assembleia, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que encaminharia um projeto de lei para assegurar os postos de trabalho dos ferroviários. A proposta foi apresentada nas negociações realizadas no TRT e serviu de base para o entendimento entre as partes.

Com o acordo firmado, o sindicato decidiu encerrar a greve e autorizar a retomada imediata da operação ferroviária.

Paralisação afetou quase um milhão de passageiros

A greve começou na terça-feira (4) e provocou transtornos para milhares de passageiros da Grande São Paulo, principalmente na zona leste da capital, região atendida pelas linhas paralisadas.

Logo nas primeiras horas da manhã, as estações do Metrô registraram plataformas cheias, filas nas catracas e aumento significativo no fluxo de passageiros. Linhas como a 1-Azul, 3-Vermelha, além de outras conexões do sistema metroviário, operaram com maior demanda ao longo do dia.

Plano emergencial foi colocado em prática

Para reduzir os impactos da paralisação, o Governo de São Paulo acionou a operação Paese, disponibilizando ônibus para atender usuários nas estações das linhas afetadas.

A Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio municipal de veículos durante o período da greve para facilitar o deslocamento dos motoristas.

O Metrô antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h da manhã e reforçou a oferta de trens, principalmente na Linha 3-Vermelha, onde composições extras foram disponibilizadas para atender a maior demanda.

Além disso, a Polícia Militar ampliou o efetivo nas imediações das estações mais movimentadas para reforçar a segurança e organizar o fluxo de passageiros.

Operação volta ao normal

Com o fim da greve, a expectativa é de normalização gradual do transporte ferroviário ao longo desta quarta-feira. A CPTM informou que as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade retomam a programação regular, enquanto o sindicato seguirá monitorando o cumprimento do acordo firmado durante a conciliação.

Da redação Estrutural On-line
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