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Febre maculosa mata 23 pessoas em São Paulo entre 24 casos confirmados em 2026

Interior paulista concentra a maioria das ocorrências, principalmente nas regiões de Campinas e Piracicaba, segundo a Secretaria da Saúde
Imagem de Erik Karits por Pixabay

São Paulo enfrenta um cenário preocupante relacionado à febre maculosa. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) apontam que 24 casos da doença foram confirmados em 2026, dos quais 23 terminaram em morte.

As ocorrências foram identificadas em diferentes regiões do estado, mas o maior número está concentrado no interior paulista. Campinas aparece na liderança, com sete casos, seguida por Piracicaba, com seis, e Sorocaba, com três.

Também houve registros nas regiões de Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, com um caso em cada. Em outros cinco episódios, as autoridades ainda investigam o provável local onde ocorreu a infecção.

Campinas e Piracicaba concentram mortes

O número de óbitos acompanha a distribuição dos casos. Campinas e Piracicaba registraram seis mortes cada uma. Sorocaba teve três vítimas fatais.

Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos contabilizaram uma morte cada. Nos cinco casos restantes, a origem provável da infecção ainda não foi determinada.

A alta proporção de mortes chama atenção porque a febre maculosa pode evoluir rapidamente e exige tratamento precoce.

Como ocorre a transmissão

A febre maculosa é uma doença causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados. O contato com áreas onde esses parasitas estão presentes pode aumentar o risco de exposição.

Os primeiros sintomas podem incluir febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, mal-estar, náuseas e manchas avermelhadas na pele. Como os sinais podem ser confundidos com outras doenças, a avaliação médica rápida é importante, principalmente quando existe histórico de contato com carrapatos ou passagem por áreas de risco.

Estado reforça vigilância

Diante dos registros, a Secretaria de Estado da Saúde mantém ações de monitoramento e investigação em diferentes regiões paulistas. O trabalho inclui a apuração de casos suspeitos e mortes, além da identificação dos possíveis locais de transmissão.

A pasta também informou que tem reforçado a capacidade de diagnóstico laboratorial e a capacitação de profissionais de saúde para reconhecer a doença o mais cedo possível.

As ações envolvem ainda as áreas de vigilância epidemiológica, ambiental e laboratorial, com orientações à população sobre formas de prevenção e cuidados em locais onde há presença de carrapatos.

Da redação Estrutural On-line
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