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| Imagem de Robert Balog por Pixabay |
Os Estados Unidos realizaram neste domingo (30/8) uma nova operação militar contra o Irã, aumentando a tensão no estratégico Estreito de Ormuz. A ação atingiu dois lançadores de foguetes instalados na ilha iraniana de Larak e representa a primeira ofensiva direta de Washington contra o território iraniano desde o fim de julho.
Segundo autoridades americanas, os equipamentos estavam sendo preparados por integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica para uma possível operação envolvendo foguetes e a instalação de minas marítimas no estreito. A região é considerada fundamental para o comércio internacional de petróleo e concentra uma parcela significativa do transporte mundial da commodity.
A ofensiva foi realizada com drones e atingiu posições militares próximas ao Estreito de Ormuz. De acordo com relatos divulgados pela imprensa iraniana, houve mortes e feridos entre militares e civis, embora o número exato de vítimas ainda não tenha sido informado.
Irã promete retaliação
A Guarda Revolucionária do Irã classificou o ataque americano como uma ação grave e afirmou que haverá resposta. O governo iraniano ainda não detalhou quais medidas pretende adotar, mas a ameaça aumenta o risco de uma nova escalada militar na região.
Fontes americanas também afirmaram que o Irã lançou mísseis balísticos contra forças dos Estados Unidos instaladas na Jordânia após o ataque. A maior parte dos projéteis teria sido interceptada, sem registro imediato de danos significativos.
Estreito de Ormuz volta ao centro da crise
A nova ofensiva ocorre em um momento de grande preocupação com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. A passagem marítima é uma das principais rotas utilizadas para o transporte mundial de petróleo e qualquer interrupção no tráfego pode provocar impactos nos preços da energia.
Após a notícia dos ataques, o petróleo Brent chegou a ser negociado próximo dos US$ 90 por barril, refletindo o temor dos mercados diante da possibilidade de uma nova deterioração do conflito no Oriente Médio.
O episódio também acontece depois de os Estados Unidos adotarem, nas últimas semanas, uma estratégia mais concentrada em sanções econômicas e pressão diplomática. Com o retorno das ações militares, cresce a incerteza sobre os próximos passos de Washington e Teerã e sobre a possibilidade de uma ampliação dos confrontos.
A situação permanece em rápida evolução, e novas ações militares ou medidas relacionadas ao Estreito de Ormuz podem ter consequências não apenas para os países envolvidos, mas também para o mercado internacional de energia e para o transporte marítimo global.
Da redação Estrutural On-line

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