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| Imagem de Rhys Adams por Pixabay |
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (20) uma nova rodada de sanções contra Cuba, ampliando a pressão do governo de Donald Trump sobre a ilha. As medidas foram divulgadas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que voltou a acusar o governo cubano de tentar expandir o marxismo para outros países.
Ao todo, três funcionários do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), oito empresas e o Ministério da Construção de Cuba foram incluídos na lista de alvos das sanções. As restrições podem impedir os envolvidos de realizar transações com os Estados Unidos ou com empresas submetidas à jurisdição americana.
Segundo o governo dos EUA, os três funcionários do ICAP teriam utilizado as celebrações pelos 100 anos de Fidel Castro, realizadas na última semana, para promover encontros entre autoridades cubanas e grupos estrangeiros simpatizantes do regime.
A acusação faz parte da justificativa apresentada pela administração Trump para ampliar as medidas contra Havana. O governo americano afirma que o ICAP atua na aproximação entre Cuba e organizações estrangeiras e que essa estrutura seria utilizada para divulgar ideias políticas associadas ao regime cubano.
Rubio endurece discurso contra Havana
Ao anunciar as novas medidas, Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não pretendem permanecer passivos diante do que classificou como uma estratégia de uma potência estrangeira hostil para influenciar cidadãos americanos.
O secretário de Estado também acusou o governo cubano de utilizar propaganda, espionagem e outras práticas para promover sua agenda política fora da ilha.
Até o momento, não há informações de que cidadãos dos Estados Unidos tenham participado das homenagens realizadas em Havana ou mantido contato com representantes do ICAP durante as comemorações.
Pressão dos EUA contra Cuba aumenta
As novas sanções fazem parte de uma política mais ampla de endurecimento das relações entre Washington e Havana durante o governo Trump. Além das restrições econômicas, a administração americana já elevou o tom das declarações sobre Cuba e chegou a mencionar a possibilidade de medidas de natureza militar.
O objetivo declarado da política de pressão é provocar mudanças profundas no governo cubano. Havana, por sua vez, tem sido alvo de uma série de medidas que restringem sua capacidade de negociar e manter relações econômicas com empresas e instituições ligadas aos Estados Unidos.
Com a nova rodada de sanções, a relação entre os dois países volta a entrar em uma fase de maior tensão, enquanto o governo americano mantém a estratégia de aumentar a pressão sobre as autoridades cubanas.
Da redação Estrutural On-line

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