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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Em um pronunciamento marcado pela emoção, o parlamentar chorou ao explicar que decidiu interromper os planos eleitorais para cuidar da família e enfrentar o momento delicado vivido após a morte do irmão caçula, Matheus Azevedo.
Visivelmente abalado, Cleitinho pediu compreensão aos apoiadores e afirmou que não reúne condições emocionais para disputar uma campanha neste momento.
"Quero pedir perdão. O momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar em uma campanha do jeito que eu estou. Não adianta querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família", declarou o senador.
Reunião em Brasília não mudou decisão
Antes do anúncio oficial, Cleitinho participou de uma reunião em Brasília com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, para discutir a possibilidade de reverter a decisão do partido sobre sua candidatura.
Apesar das conversas e da mobilização de aliados, o encontro terminou sem mudanças. A direção nacional da legenda manteve a posição de não lançar o senador como candidato ao Executivo mineiro.
Nas últimas semanas, o cenário foi marcado por sucessivas mudanças de posicionamento. Inicialmente, Cleitinho teria comunicado a aliados que desistiria da disputa em razão dos problemas familiares. Depois, voltou a demonstrar interesse em concorrer, o que reacendeu as negociações dentro do Republicanos e também com lideranças do Partido Liberal (PL).
Líder nas pesquisas deixa disputa
A saída de Cleitinho chama atenção porque o senador aparecia na liderança dos principais levantamentos de intenção de voto para o Governo de Minas Gerais, tanto em cenários de primeiro quanto de segundo turno.
Seu desempenho eleitoral fazia dele uma das principais apostas do Republicanos para o pleito estadual e um importante nome para fortalecer a aliança entre os partidos que compõem o grupo político.
Marcelo Aro ganha força como candidato
Com a desistência confirmada, o caminho fica aberto para que o ex-secretário de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), seja oficializado como candidato ao Palácio Tiradentes.
Aro já vinha articulando sua candidatura nos bastidores com dirigentes nacionais do Republicanos, do PL e da federação União Progressistas, aguardando apenas a definição de Cleitinho.
Anteriormente cotado para disputar uma vaga ao Senado, Marcelo Aro mudou sua estratégia política após divergências envolvendo o PSD e passou a concentrar esforços na corrida pelo governo estadual.
Novo cenário político em Minas
A decisão de Cleitinho altera significativamente o cenário eleitoral em Minas Gerais. Considerado um dos nomes mais populares do estado, sua ausência abre espaço para uma reorganização das alianças partidárias e pode mudar a dinâmica da disputa pelo comando do Executivo mineiro.
Nos próximos dias, a expectativa é de que Republicanos, PL e União Progressistas avancem nas tratativas para oficializar Marcelo Aro como representante do grupo na eleição para governador.
Da redação Estrutural On-line

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