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| Foto: Francisco Gelielçon / Estrutural On-line |
Os planos de governo dos quatro nomes que aparecem entre os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal apresentam propostas distintas para a organização da máquina pública. Uma das diferenças está justamente na previsão de criação — ou não — de novas estruturas administrativas.
No documento apresentado por Celina Leão, não aparece a proposta de criação de uma nova secretaria ou órgão equivalente. A estratégia indicada é trabalhar com a estrutura que já existe no Governo do Distrito Federal, apostando no aperfeiçoamento das áreas atualmente responsáveis pela execução das políticas públicas.
A proposta contrasta com a apresentada por José Roberto Arruda, que prevê a criação de um Centro de Coordenação do Governo. A estrutura teria como objetivo integrar diferentes áreas da administração e acompanhar de forma mais próxima a execução das ações do governo.
Já Leandro Grass inclui em seu plano a criação de uma Secretaria Executiva de Proteção Animal, voltada especificamente para a formulação e execução de políticas públicas relacionadas à causa animal.
Ricardo Cappelli, por sua vez, apresenta entre suas propostas a criação da Emater-DF e de uma Secretaria de Cultura, ampliando a estrutura destinada a essas áreas.
Estratégias diferentes para a administração
A comparação mostra que os candidatos adotam caminhos distintos para organizar o governo. Enquanto Arruda, Grass e Cappelli indicam a criação de novas estruturas em seus planos, Celina Leão concentra sua proposta no funcionamento e no aprimoramento das estruturas já existentes.
A diferença ocorre em um momento em que a organização da administração pública e a eficiência da máquina governamental estão entre os temas presentes no debate eleitoral do Distrito Federal.
Vale destacar que a ausência de uma proposta de criação de novas secretarias no plano de Celina não significa ausência de mudanças administrativas. O próprio governo promoveu alterações na estrutura de algumas pastas durante 2026. Em junho, por exemplo, um decreto assinado por Celina criou a Secretaria Executiva de Tecnologia dentro da Secretaria de Estado de Governança Digital e Integração.
Assim, a diferença apontada está especificamente nas propostas apresentadas nos planos de governo dos candidatos, e não na inexistência de mudanças administrativas realizadas durante a atual gestão.
A discussão sobre o tamanho e a organização da máquina pública deve ganhar espaço ao longo da campanha eleitoral, que teve início oficialmente neste domingo (16).
Da redação Estrutural on-line

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