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| Foto: Divulgação |
O grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para tentar reorganizar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões e preservar as atividades da companhia. O pedido foi protocolado na noite de domingo (16/8), após a empresa confirmar uma série de medidas para reduzir custos e enfrentar a crise financeira.
A situação se agravou no segundo trimestre de 2026, quando a companhia registrou prejuízo de R$ 10 bilhões, resultado 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O processo foi apresentado ao Foro Central Cível de São Paulo, unidade especializada em falências e recuperações judiciais. Segundo a empresa, a medida foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.
Em comunicado, o grupo afirmou que o pedido ocorre em um cenário de liquidez restrita e faz parte do plano para reorganizar suas obrigações, manter as operações e preservar a geração de valor da companhia.
Entre os fatores apontados para o agravamento da crise estão os juros elevados, a dificuldade de acesso ao crédito, o aumento das despesas financeiras e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Empresas do grupo também entram no processo
O pedido de recuperação judicial envolve, além da Casas Bahia, outras empresas ligadas ao grupo. Entre elas estão a ASAP Log, Cnova Comércio Eletrônico, Globex Administração e Serviços, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.
A companhia já havia recorrido a uma medida semelhante recentemente. Em 2024, o grupo realizou uma recuperação extrajudicial, na qual renegociou aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Plano prevê fechamento de lojas e demissões
Como parte da reestruturação, a Casas Bahia prevê o fechamento de 298 lojas, o equivalente a cerca de 28,7% da rede.
O plano também pode resultar na demissão de 1,9 mil a 3 mil trabalhadores. As medidas começaram a ganhar força na semana passada, entre os dias 13 e 14 de agosto.
A empresa busca reduzir despesas e adaptar sua estrutura ao cenário financeiro atual, enquanto tenta avançar nas negociações com os credores.
Mudanças na direção da empresa
O pedido de recuperação judicial também foi acompanhado por alterações na administração da companhia.
Fábio Spina deixou o cargo de vice-presidente Jurídico e Tributário, função que ocupava havia dois anos. Para substituí-lo, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de duas décadas de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
Também deixaram o Conselho de Administração Jackson Schneider e Rogério Calderón.
No Comitê de Auditoria Estatutário, Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga, enquanto André Luiz Helmeister passará a integrar o Comitê de Finanças.
O pedido de recuperação judicial agora deverá seguir os trâmites da Justiça, com a empresa buscando uma solução para renegociar as dívidas e manter suas operações durante o processo de reestruturação.
Da redação Estrutural On-line

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