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Após 12 anos, DNA identifica suspeito de matar jovem com 119 facadas no DF

Reexame de provas antigas e cruzamento genético levaram a PCDF até homem que já cumpria prisão domiciliar em Planaltina
Imagem de MV-Fotos por Pixabay

Um crime que permanecia sem resposta há 12 anos teve uma reviravolta nesta quinta-feira (13). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente o homem apontado como responsável pelo assassinato de uma jovem de 17 anos, morta com 119 golpes de faca em Planaltina.

A prisão foi realizada por equipes da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP/DPE), após uma nova análise do caso e o avanço das técnicas de identificação genética.

O homicídio ocorreu em novembro de 2014. Na época, o corpo da adolescente foi encontrado em uma área isolada de Cerrado, em Planaltina. Segundo a investigação, ela vivia em situação de extrema vulnerabilidade e tinha graves transtornos mentais.

Vítima sofreu 119 golpes

O laudo de necropsia revelou a violência do ataque. A jovem foi atingida por 119 facadas em diferentes partes do corpo. A quantidade de ferimentos indicou a brutalidade do crime e a ausência de possibilidade de defesa da vítima.

Apesar das investigações realizadas naquele período, a falta de testemunhas e de elementos capazes de apontar diretamente para um suspeito dificultou a identificação do autor. O caso permaneceu sem solução por mais de uma década.

A situação começou a mudar quando o inquérito passou por uma nova análise da equipe especializada da PCDF. Os investigadores revisaram informações, evidências e os caminhos percorridos pela vítima antes do assassinato.

DNA encontrado nas roupas foi decisivo

A principal descoberta surgiu a partir do trabalho do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF). Uma amostra biológica masculina havia sido preservada nas roupas usadas pela vítima no dia do crime.

Com o desenvolvimento das técnicas de biologia molecular e a ampliação do Banco de Perfis Genéticos, os peritos conseguiram comparar o material coletado em 2014 com perfis disponíveis para investigação.

O resultado apontou compatibilidade genética com o homem que passou a ser investigado. De acordo com a PCDF, o exame apresentou correspondência de 100% e foi fundamental para estabelecer a ligação entre o suspeito e o homicídio.

A investigação também apontou que o homem mantinha um relacionamento amoroso com a vítima na época do crime.

Suspeito já tinha histórico criminal

Atualmente com 31 anos, o investigado já possui antecedentes por crimes graves, incluindo tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Ele cumpriu períodos de prisão nos regimes fechado e semiaberto entre 2017 e 2025.

Após obter progressão de pena, estava cumprindo prisão domiciliar em Planaltina quando foi localizado pelos policiais.

Com a prisão preventiva determinada pela Justiça, o suspeito foi levado ao sistema penitenciário do Distrito Federal. Ele deverá permanecer preso enquanto responde pelo feminicídio perante o Tribunal do Júri.

Para a polícia, a solução do caso demonstra a importância da preservação de vestígios e do uso da perícia genética em investigações que permanecem sem autoria definida durante anos. Mesmo após mais de uma década, uma evidência coletada na cena do crime acabou sendo determinante para identificar o suspeito.

Da redação Estrutural On-line
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