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| Reprodução / Redes sociais |
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou nesta quarta-feira (1º) luto nacional de sete dias em homenagem às vítimas dos terremotos que devastaram o país na última semana. A medida foi anunciada após o governo atualizar o balanço oficial da tragédia, que já contabiliza 2.295 mortos, 11.267 feridos e milhares de pessoas desabrigadas.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Rodríguez informou que o período de luto entrou em vigor às 18h desta quarta-feira e destacou a solidariedade do governo às famílias afetadas pela catástrofe.
"A Venezuela vive um momento de profunda dor diante das vidas perdidas pelos terremotos. Nossa solidariedade está com as famílias das vítimas, com os feridos, os desaparecidos e todos aqueles que enfrentam as consequências dessa tragédia", afirmou a presidente interina.
Ela também reforçou a necessidade de união nacional para enfrentar os desafios impostos pelo desastre e garantiu que o governo continuará mobilizado para prestar assistência às comunidades atingidas.
Operação de resgate continua em áreas devastadas
As buscas por sobreviventes seguem em diversas regiões do país. Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, mais de 4 mil socorristas internacionais trabalham em conjunto com cerca de 26 mil agentes venezuelanos nas operações de resgate, atendimento médico e distribuição de ajuda humanitária.
Os terremotos ocorreram em 24 de junho, quando dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o território venezuelano. Desde então, foram registradas 782 réplicas, além de diversos abalos de menor intensidade, cenário que continua dificultando o trabalho das equipes de emergência e aumentando os riscos para moradores das áreas afetadas.
ONU alerta para agravamento da crise humanitária
A situação nas regiões atingidas preocupa organizações internacionais. Na terça-feira (30), a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) alertou para a rápida deterioração das condições humanitárias no país.
De acordo com a agência, milhares de pessoas enfrentam falta de alimentos, interrupção de serviços essenciais e dificuldades para acessar abrigo, água potável e atendimento médico. O organismo também destacou o aumento dos riscos enfrentados pela população deslocada e pediu a ampliação da ajuda internacional para atender às necessidades mais urgentes.
Enquanto as buscas continuam e novos tremores ainda são registrados, autoridades venezuelanas e organismos internacionais concentram esforços para minimizar os impactos da tragédia e prestar assistência às vítimas.
Da redação Estrutural On-line

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