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| Imagem de Manfred von Kannen por Pixabay |
A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua deixando um saldo cada vez mais grave. O governo venezuelano informou neste sábado (4) que o número de mortos subiu para 2.954, enquanto o total de feridos chegou a 16.592.
As operações de busca e resgate seguem intensas e já entram no 11º dia desde os abalos sísmicos registrados em 24 de junho. De acordo com as autoridades, 6.462 pessoas foram retiradas com vida dos escombros desde o início das ações de emergência.
Os terremotos ocorreram em sequência, com dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5, registrados em um intervalo inferior a um minuto. A força dos abalos provocou o colapso de construções, destruiu bairros inteiros e mobilizou uma grande operação humanitária.
Segundo o balanço oficial, 16.309 pessoas foram diretamente afetadas pelos terremotos, enquanto 83.793 famílias receberam algum tipo de assistência do governo e de organizações de apoio. Também foi informado que 856 edifícios sofreram danos, dos quais 190 desabaram completamente.
Entretanto, imagens de satélite analisadas pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) apontam que a extensão dos prejuízos pode ser significativamente maior. A agência norte-americana estima que cerca de 60 mil edifícios tenham apresentado algum nível de dano em decorrência dos tremores.
As equipes de resgate permanecem atuando nas áreas mais atingidas na tentativa de localizar sobreviventes. A operação conta com o apoio de especialistas enviados por mais de 30 países, entre eles o Brasil. Conforme o governo venezuelano, 3.281 socorristas internacionais participam dos trabalhos de busca, salvamento e assistência às vítimas.
Enquanto as buscas continuam, milhares de famílias permanecem desalojadas e dependem de ajuda humanitária. As autoridades mantêm o monitoramento das áreas afetadas e seguem avaliando a dimensão dos danos causados por um dos maiores desastres naturais registrados recentemente no país.
Da redação Estrutural On-line

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