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| Foto: Francisco Gelielçon / Estrutural On-line |
A Polícia Federal (PF) vai colocar em prática, a partir de 20 de julho, uma ampla operação de segurança para proteger os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A ação contará com 458 agentes especializados, orçamento estimado em R$ 95 milhões e capacidade para atender simultaneamente até dez candidaturas, conforme a demanda apresentada pelas campanhas.
O esquema será iniciado logo após a oficialização dos candidatos nas convenções partidárias e dependerá da solicitação formal das equipes de campanha para que a proteção seja disponibilizada.
Segurança será definida conforme o nível de risco
A estratégia da Polícia Federal prevê um planejamento individual para cada presidenciável. Antes de cada compromisso de campanha, equipes farão levantamentos de segurança nos locais dos eventos e analisarão fatores que possam representar riscos.
Entre os critérios considerados estão informações de inteligência, registros de ameaças, características das cidades visitadas, trajetos percorridos e o cenário de segurança de cada região.
Além disso, as superintendências da PF nos estados atuarão em conjunto com as forças de segurança estaduais e municipais para coordenar a proteção durante agendas públicas, comícios e deslocamentos.
Operação poderá utilizar tecnologia de ponta
Dependendo da necessidade, a estrutura de segurança poderá contar com uma série de equipamentos e recursos especializados para reduzir riscos durante a campanha eleitoral.
Entre eles estão:
- Viaturas blindadas;
- Sistemas de neutralização de drones;
- Equipamentos de reconhecimento facial;
- Monitoramento de ameaças em ambientes digitais;
- Grupos táticos especializados;
- Kits de inspeção e detecção de explosivos.
A corporação informou que não divulgará quantos policiais serão destacados para cada candidato nem os critérios específicos utilizados para classificar o grau de risco de cada campanha.
Central de comando acompanhará campanha em tempo real
A partir do início da operação, a Polícia Federal também ativará uma central de comando em Brasília, responsável por monitorar em tempo real todas as equipes distribuídas pelo país.
O centro operacional dará suporte às ações durante toda a campanha presidencial, permitindo respostas rápidas diante de qualquer ocorrência envolvendo os candidatos protegidos.
Mais de 600 profissionais passaram por treinamento
Para preparar a operação eleitoral, a PF informou que mais de 600 profissionais participaram de treinamentos realizados entre 2025 e 2026, voltados à proteção de autoridades e gerenciamento de situações de risco durante eventos públicos.
Segundo a instituição, o efetivo e os recursos empregados poderão ser ampliados ou reduzidos conforme a evolução da campanha e a necessidade operacional.
Adesão ao serviço é opcional
Embora a estrutura esteja pronta para funcionar em todo o país, a utilização da segurança oferecida pela Polícia Federal não será obrigatória. As campanhas poderão optar por aderir ao esquema desde o início ou solicitar o apoio posteriormente, caso considerem necessário.
Nos casos em que o presidente da República disputar a reeleição, a proteção continuará sendo realizada de forma integrada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), seguindo o modelo atualmente adotado.
Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a operação contempla despesas com mobilização das equipes, aquisição de equipamentos de segurança, contratação de serviços especializados e reforço da infraestrutura necessária para acompanhar a disputa presidencial em todo o território nacional.
Da redação Estrutural On-line

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