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| Elza Fiuza/Agência Brasil |
Uma mulher de 19 anos foi presa em flagrante suspeita de tentar matar a própria filha, de apenas 4 anos, no município de Combinado, na região sudeste do Tocantins. A criança foi encontrada em estado grave, apresentando diversas lesões pelo corpo, sinais de desnutrição e forte indício de abandono, o que levou as autoridades a reclassificarem a investigação para tentativa de feminicídio qualificado.
De acordo com a Polícia Civil, o caso veio à tona após o Conselho Tutelar receber denúncias anônimas informando que a menina estaria sofrendo maus-tratos dentro da própria casa. Diante da gravidade das informações, o órgão solicitou apoio da Polícia Militar para realizar uma inspeção no imóvel onde mãe e filha viviam.
Ao chegarem à residência, os agentes encontraram a criança em condições consideradas extremamente preocupantes. Segundo a investigação, além das marcas de agressões físicas, a menina estava desnutrida, sem alimentação adequada, higiene e outros cuidados essenciais para sua sobrevivência.
A vítima foi retirada imediatamente do local e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico de urgência e passou por exames periciais que irão auxiliar nas investigações.
Mãe alegou que agressões faziam parte de "ritual espiritual"
Durante o depoimento à Polícia Civil, a jovem afirmou que os atos praticados contra a filha faziam parte de um suposto ritual espiritual. A versão apresentada, no entanto, não alterou o entendimento dos investigadores diante da gravidade da situação encontrada na residência.
Segundo a polícia, as condições em que a criança vivia indicam um cenário de violência contínua e privação de necessidades básicas, fatores que reforçaram o pedido de mudança na tipificação do crime.
Investigação foi reclassificada
Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada como lesão corporal e maus-tratos. No entanto, após a análise das circunstâncias e dos laudos preliminares, a Polícia Civil decidiu enquadrar o caso como tentativa de feminicídio qualificado, considerando o risco concreto à vida da criança.
O delegado responsável também solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, medida que foi adotada enquanto o inquérito segue em andamento.
Suspeita permanece presa
Após ser autuada, a mulher foi encaminhada para a Unidade Prisional Feminina de Formoso do Araguaia, onde permanece à disposição da Justiça.
A criança segue sob acompanhamento médico e das autoridades de proteção à infância. O estado de saúde dela não foi atualizado oficialmente até o momento.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar há quanto tempo a menina vinha sendo submetida às agressões e às condições de extrema negligência.
Da redação Estrutural On-line

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