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| Arte: Estrutural On-line |
A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a crescer nesta quinta-feira (9), com uma nova série de explosões registradas em território iraniano. Este é o terceiro dia consecutivo de bombardeios desde o colapso do cessar-fogo firmado entre os dois países, aumentando o temor de uma escalada militar no Oriente Médio.
Segundo informações divulgadas pelas agências iranianas Mehr e Irna, os ataques atingiram as cidades de Bushehr, Konarak e Choghadak. Até o momento, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) não confirmou oficialmente a autoria das novas ofensivas, diferentemente do que ocorreu nos ataques realizados nos dias anteriores.
Entre os locais atingidos está a região de Bushehr, no sul do Irã, onde funciona uma das principais usinas nucleares iranianas. As autoridades ainda não informaram se a instalação nuclear sofreu danos.
Ataques deixam mortos e dezenas de feridos
O Ministério da Saúde do Irã informou que os bombardeios realizados entre terça-feira (8) e quarta-feira (9) provocaram a morte de 14 pessoas e deixaram 78 feridos. De acordo com o chefe do Centro de Informações do ministério, Hossein Kermanpour, pelo menos 47 vítimas seguem hospitalizadas.
Os números reforçam a gravidade da nova fase do conflito, que ocorre poucos dias após o encerramento do entendimento firmado entre Washington e Teerã.
Irã acusa EUA de romper acordo
O governo iraniano responsabilizou os Estados Unidos pela ruptura do memorando de entendimento assinado entre os dois países em Islamabad.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o acordo sempre foi baseado em compromissos recíprocos e criticou a postura norte-americana.
Segundo ele, desde o início das negociações não havia sinais concretos de boa vontade por parte dos Estados Unidos, o que, na avaliação de Teerã, levou ao fracasso do entendimento diplomático.
Trump declara fim do memorando
Na quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera encerrado o memorando firmado com o Irã.
Ao justificar a decisão, Trump voltou a acusar o governo iraniano de representar uma ameaça internacional e afirmou que não permitirá que o país desenvolva capacidade nuclear militar.
Ofensiva militar aumenta pressão na região
Antes dos ataques desta quinta-feira, os Estados Unidos haviam informado que realizaram bombardeios contra aproximadamente 80 alvos militares iranianos na terça-feira e mais de 90 objetivos militares na quarta-feira. Entre os alvos estariam dezenas de embarcações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
Washington afirma que as operações foram uma resposta aos supostos ataques iranianos contra navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz. O governo iraniano, porém, nega qualquer participação nesses episódios.
Em resposta à ofensiva americana, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou ter lançado ataques contra quatro bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, sendo duas localizadas no Bahrein e duas no Kuwait.
Os militares iranianos afirmaram que novas ações poderão ser realizadas caso os Estados Unidos mantenham os bombardeios em território iraniano, mantendo o cenário de instabilidade e elevando o risco de novos confrontos na região.
Da redação Estrutural On-line

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