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| ICMBIO |
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizará, nesta quinta-feira (9), uma nova queima prescrita na Floresta Nacional de Brasília (Flona), em uma área próxima à BR-070. A medida faz parte das estratégias de prevenção a incêndios florestais durante o período de estiagem no Distrito Federal.
O comunicado foi divulgado após a fumaça gerada por uma operação semelhante, realizada na quarta-feira (8), chamar a atenção de moradores e motoristas que passavam pela região. O volume de fumaça levou muitas pessoas a acreditarem que se tratava de um incêndio de grandes proporções.
Fumaça assustou moradores, mas operação era planejada
Segundo o ICMBio, a fumaça registrada nesta quarta não foi causada por um incêndio acidental. O órgão esclareceu que a ação ocorreu de forma planejada, autorizada e acompanhada por equipes técnicas especializadas.
A operação integra o Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) da Floresta Nacional de Brasília, que utiliza o fogo de maneira controlada para diminuir o acúmulo de vegetação seca, principal combustível responsável pela rápida propagação das chamas durante a seca.
As atividades são executadas por brigadistas capacitados, seguindo critérios técnicos, avaliação das condições climáticas e protocolos de segurança para minimizar impactos ambientais e garantir o controle da queima.
Medida busca evitar grandes incêndios na estiagem
A Floresta Nacional de Brasília enfrenta, todos os anos, um aumento no risco de incêndios durante os meses de clima seco. Por isso, a queima prescrita é considerada uma ferramenta importante para reduzir a quantidade de material inflamável disponível na vegetação.
Além da prevenção, a prática também contribui para a conservação do bioma Cerrado, ajudando a proteger áreas de preservação e reduzir os danos provocados por incêndios de grandes proporções.
Histórico recente preocupa autoridades
Os incêndios registrados nos últimos anos demonstram a vulnerabilidade da unidade de conservação durante a estiagem.
Em setembro de 2025, o fogo atingiu a Flona durante três dias consecutivos, destruindo aproximadamente 220 hectares, o equivalente a 5,86% da área da unidade.
Já em setembro de 2024, a situação foi ainda mais grave. As chamas permaneceram ativas por cinco dias e consumiram 2.586 hectares, cerca de 45,85% da Floresta Nacional de Brasília, no maior incêndio registrado no local na última década.
Diante desse cenário, o ICMBio reforça que as queimadas prescritas são fundamentais para reduzir o risco de novos desastres ambientais e proteger uma das mais importantes áreas de conservação do Cerrado no Distrito Federal.
Da redação Estrutural On-line

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