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| Imagem de Asterixa por Pixabay |
A tensão no Mar Vermelho ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (22), após os Houthis, grupo que controla grande parte do norte do Iêmen, anunciarem que realizaram ataques contra dois petroleiros ligados à Arábia Saudita. Segundo a organização, as embarcações tentavam atravessar a região apesar do bloqueio marítimo imposto no início da semana.
De acordo com o comunicado divulgado pelos Houthis, os navios identificados como Encelia e Layla foram atingidos durante a operação. O porta-voz do grupo, Yahya Saree, afirmou que os ataques provocaram incêndios de grandes proporções em ambas as embarcações.
"Os ataques foram precisos e resultaram em um grande incêndio que se espalhou pelos dois navios", declarou o representante do grupo.
Até a publicação desta reportagem, o governo da Arábia Saudita não havia se manifestado oficialmente sobre as alegações.
Bloqueio amplia tensão na rota estratégica do petróleo
O incidente ocorre poucos dias após os Houthis proibirem a circulação de embarcações sauditas na região do Estreito de Bab el-Mandeb, corredor marítimo considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo e mercadorias.
A passagem ganhou ainda mais importância após as restrições no Estreito de Ormuz, tornando-se uma alternativa para o escoamento da produção petrolífera saudita.
Conflito ameaça cessar-fogo firmado em 2022
A nova ofensiva aumenta as preocupações sobre o futuro do cessar-fogo estabelecido entre as partes em 2022. Nos últimos dias, o clima de hostilidade voltou a crescer depois que os Houthis acusaram a Arábia Saudita de realizar ataques contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, capital do Iêmen.
O grupo também justifica o bloqueio marítimo afirmando que a medida é uma resposta ao que classifica como um "cerco injusto e opressor" imposto por Riad ao longo dos últimos anos.
Mar Vermelho segue como foco de preocupação internacional
Especialistas acompanham a evolução da crise devido à relevância do Mar Vermelho para o comércio global e para o mercado de energia. Uma intensificação dos confrontos na região pode afetar rotas marítimas estratégicas e ampliar a instabilidade no Oriente Médio, com possíveis reflexos no transporte internacional e nos preços do petróleo.
Da redação Estrutural On-line

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