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| Imagem de Erik Karits por Pixabay |
O estado de São Paulo acendeu um alerta para o avanço da febre maculosa. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) mostram que, até o dia 2 de julho, foram confirmados 11 casos da doença, dos quais dez evoluíram para óbito. O levantamento evidencia a alta letalidade da infecção quando o tratamento não é iniciado rapidamente.
As ocorrências foram registradas nos municípios de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos. Entre essas cidades, Piracicaba e Sorocaba lideram o número de mortes, com três registros cada. Campinas, Santo André e São José dos Campos contabilizaram um óbito cada.
Na região de Campinas, o Grupo de Vigilância Epidemiológica, responsável também pelo município de Americana, identificou três casos da doença, sendo dois deles fatais durante o mesmo período analisado.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria do gênero Rickettsia, transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados, especialmente o carrapato-estrela. Esses parasitas costumam ser encontrados em animais como capivaras, cavalos, cães e gatos, além de áreas de vegetação, margens de rios, trilhas e pastagens.
Após a infecção, o período de incubação varia entre dois e 14 dias. Como os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações graves.
Principais sintomas da febre maculosa
A evolução da doença costuma ocorrer de forma rápida. Entre os principais sinais estão:
- Nos primeiros dois dias: febre alta de início repentino, dor de cabeça intensa, dores musculares e sensação de mal-estar.
- Entre o segundo e o quarto dia: surgimento de manchas avermelhadas na pele, dor abdominal, tosse, náuseas, vômitos e inchaço ao redor dos olhos e nas extremidades do corpo.
- Entre o quinto e o sétimo dia: agravamento do quadro respiratório, aumento da dor abdominal e aparecimento de manchas mais numerosas e avermelhadas na pele.
- A partir do sétimo dia: podem ocorrer complicações graves, como necrose dos dedos, gangrena, insuficiência renal, edema pulmonar, edema cerebral, miocardite, arritmias cardíacas e choque séptico.
Como prevenir a doença
A Secretaria de Estado da Saúde orienta que a melhor forma de prevenção é evitar locais com grande incidência de carrapatos, especialmente áreas com vegetação densa e presença de capivaras.
Ao frequentar esses ambientes, recomenda-se o uso de botas, calças compridas e roupas claras, que facilitam a identificação dos parasitas. Também é importante inspecionar cuidadosamente o corpo após deixar essas áreas e retirar qualquer carrapato encontrado o mais rápido possível, sem esmagá-lo.
Em caso de febre, manchas na pele ou outros sintomas após exposição a locais de risco, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre o possível contato com carrapatos. O início rápido do tratamento aumenta significativamente as chances de recuperação e reduz o risco de complicações fatais.
Da redação Estrutural On-line

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