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| Imagem de Amrulqays Maarof por Pixabay |
Os Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (13), uma nova ofensiva militar contra o Irã, marcando a terceira noite consecutiva de ataques em meio à crescente escalada das tensões entre os dois países. A operação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que afirmou ter como principal objetivo reduzir a capacidade militar iraniana e impedir novas ações contra civis e embarcações comerciais que circulam pelo estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com informações divulgadas pela mídia estatal iraniana, os bombardeios atingiram áreas localizadas no sul do país. Até o momento, as autoridades de Teerã não divulgaram um balanço oficial sobre possíveis vítimas ou danos provocados pela ação.
Conflito voltou a se intensificar em julho
A atual fase do confronto teve início em 7 de julho, quando Washington acusou o governo iraniano de promover ataques contra navios que transitavam pelo Estreito de Ormuz, rota considerada uma das mais importantes do planeta para o transporte de petróleo. Estima-se que aproximadamente 20% da produção mundial passe diariamente pela região.
Em resposta às acusações e às operações militares norte-americanas, o Irã lançou mísseis e drones contra bases e instalações dos Estados Unidos localizadas em países do Golfo, incluindo Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Cessar-fogo foi rompido
A retomada das hostilidades encerrou oficialmente o cessar-fogo firmado no fim de junho entre Washington e Teerã. O entendimento previa medidas para reduzir a tensão na região enquanto um acordo definitivo era negociado entre os dois governos.
Entre os compromissos estabelecidos estavam a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial, a flexibilização de sanções econômicas impostas ao Irã, a liberação gradual de ativos financeiros iranianos e a suspensão do bloqueio norte-americano aos portos do país.
No entanto, com o agravamento da crise na última semana, o Irã voltou a restringir a circulação no Estreito de Ormuz. Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram as sanções anteriormente suspensas e o presidente Donald Trump determinou a retomada do bloqueio aos portos iranianos.
Estreito de Ormuz volta ao centro da crise
A nova sequência de ataques amplia a preocupação da comunidade internacional sobre os impactos da crise no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio global de petróleo, e qualquer interrupção no fluxo de navios pode provocar reflexos no mercado internacional de energia e aumentar a instabilidade geopolítica na região.
Com a terceira noite seguida de bombardeios e a troca de ataques entre os dois países, o cenário permanece de elevada tensão, sem indicação, até o momento, de uma nova rodada de negociações para conter a escalada do conflito.
Da redação Estrutural On-line

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