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Celina Leão reforça ações de acolhimento com monitoramento de pessoas em situação de rua no DF

Ação integrada prevê acolhimento, tratamento voluntário e reinserção social para pessoas em situação de vulnerabilidade
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou um novo programa voltado ao monitoramento e atendimento de pessoas em situação de rua. Anunciada pela governadora Celina Leão (PP), a iniciativa reúne diversos órgãos da administração pública para ampliar o acolhimento, facilitar o acesso aos serviços de saúde e assistência social e promover a reinserção dessas pessoas na sociedade.

Segundo o governo, o trabalho já identificou quase 500 pontos considerados críticos em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, onde equipes especializadas atuam de forma integrada.

Mapeamento já alcançou centenas de locais

De acordo com Celina Leão, o levantamento realizado pelo DF Legal permitiu localizar áreas com maior concentração de pessoas vivendo nas ruas. Nas duas primeiras semanas da operação, 247 desses pontos já haviam sido monitorados pelas equipes do GDF.

A estratégia envolve a atuação conjunta de profissionais das áreas de assistência social, saúde, segurança pública e trabalho, buscando oferecer atendimento humanizado e alternativas para quem deseja deixar a situação de vulnerabilidade.

Primeiros atendimentos já apresentam resultados

Os dados iniciais divulgados pelo governo apontam que 44 pessoas aceitaram iniciar tratamento por meio de internação voluntária. Além disso, outras 22 manifestaram interesse em retornar às cidades ou estados de origem, com apoio dos serviços públicos.

A proposta é ampliar as oportunidades de acolhimento, acesso a programas sociais, qualificação profissional e reinserção no mercado de trabalho, além de recuperar espaços públicos utilizados como ocupações irregulares.

População em situação de rua cresceu no Distrito Federal

O lançamento do programa ocorre em meio ao aumento da população em situação de rua na capital do país. Dados do 2º Censo Distrital da População em Situação de Rua, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), mostram que o número de pessoas nessa condição passou de 2.938, em 2022, para 3.521 em janeiro de 2025, um crescimento de aproximadamente 20%.

O levantamento revela que o Plano Piloto concentra o maior número de pessoas em situação de rua, com 897 registros, equivalente a 25,5% do total. Na sequência aparecem Ceilândia, com 719 pessoas (20,4%), e Taguatinga, com 307 (8,7%). As três regiões, juntas, reúnem mais da metade dessa população no Distrito Federal.

Objetivo é ampliar o acolhimento e fortalecer políticas públicas

Com a nova iniciativa, o Governo do Distrito Federal pretende fortalecer as políticas públicas voltadas à população em situação de rua por meio de ações integradas entre diferentes secretarias. A expectativa é ampliar o atendimento social, incentivar o tratamento voluntário quando necessário e criar condições para que mais pessoas consigam reconstruir seus vínculos familiares, acessar oportunidades de trabalho e deixar as ruas de forma definitiva.

Da redação Estrutural On-line
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