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Ucrânia intensifica ataques e envia centenas de drones contra território russo

Ofensiva atingiu áreas próximas a São Petersburgo, deixou uma vítima fatal e ocorreu após Putin rejeitar proposta de diálogo apresentada por Zelensky
Reprodução/Redes Sociais/Volodymyr Zelensky

A guerra entre Rússia e Ucrânia ganhou um novo capítulo neste sábado (6), quando Kiev realizou uma ampla ofensiva com drones contra diversas regiões russas. A operação, considerada uma das maiores dos últimos meses, aconteceu poucas horas após o presidente Vladimir Putin descartar a possibilidade de uma reunião direta com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Segundo autoridades russas, os ataques provocaram a morte de uma pessoa e causaram um incêndio em uma instalação de armazenamento de petróleo. A ação também mobilizou sistemas de defesa aérea em várias partes do país, incluindo a região de Leningrado, onde fica São Petersburgo.

Defesa russa afirma ter abatido 376 drones

O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas forças interceptaram 376 drones lançados pela Ucrânia durante a madrugada. Mais de 140 aparelhos teriam sido derrubados na região que circunda São Petersburgo, cidade que sediava o encerramento do principal fórum econômico russo.

As autoridades locais afirmaram que a maioria dos equipamentos foi neutralizada antes de alcançar alvos considerados estratégicos. Mesmo assim, o prefeito de São Petersburgo, Aleksandr Beglov, fez um pedido incomum para que os moradores permanecessem em casa enquanto a operação de defesa estava em andamento.

Três pessoas ficaram feridas durante os ataques, mas receberam atendimento médico e foram liberadas em seguida. Apesar da tensão, o governo local informou que a cidade não registrou danos significativos.

Zelensky diz que ofensiva é resposta às ações russas

Após a operação, o presidente ucraniano classificou os ataques como uma reação legítima à invasão iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.

De acordo com Zelensky, drones de longo alcance percorreram aproximadamente mil quilômetros até alcançar a região de São Petersburgo. Entre os alvos estariam instalações militares e depósitos ligados à Marinha russa, incluindo estruturas localizadas em Kronstadt.

Em publicação nas redes sociais, o líder ucraniano afirmou que Moscou continua rejeitando iniciativas para encerrar o conflito.

“Chegou a hora de pôr fim a esta guerra. Mas o governante da Rússia quer continuar lutando”, escreveu.

Zelensky também sinalizou que operações militares e medidas de pressão contra a Rússia seguirão enquanto o Kremlin mantiver sua ofensiva.

Tensão aumenta após recusa de Putin a encontro

A ofensiva ocorreu um dia depois de Putin rejeitar uma proposta de reunião presencial apresentada por Zelensky.

Na quinta-feira (5), o presidente da Ucrânia divulgou uma carta aberta sugerindo um encontro entre os dois líderes em território neutro, como Suíça, Turquia ou algum país árabe. A iniciativa previa a discussão de um possível cessar-fogo, a troca de prisioneiros e medidas para o retorno de civis e crianças retirados de áreas ocupadas.

Durante participação no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Putin afirmou não considerar oportuno um encontro neste momento e criticou o conteúdo da carta enviada por Zelensky.

A resposta foi recebida com críticas por Kiev. Na sexta-feira, o presidente ucraniano acusou Moscou de rejeitar mais uma oportunidade de negociação e de optar pela continuidade da guerra.

“Infelizmente, o lado russo escolhe a guerra mais uma vez. Todos ouviram a resposta hoje. Uma resposta fraca. Ele simplesmente não quer acabar com a guerra”, declarou.

Conflito segue sem perspectiva de acordo

Com a troca de acusações entre os dois governos e a intensificação das ações militares, as perspectivas para uma negociação de paz permanecem distantes. Enquanto Kiev insiste em ampliar a pressão sobre alvos estratégicos russos, Moscou mantém sua posição de resistência a propostas que envolvam concessões imediatas.

A nova ofensiva demonstra que, mais de quatro anos após o início do conflito, a guerra continua marcada por escaladas militares e por impasses diplomáticos que dificultam qualquer avanço concreto rumo a um acordo.

Da redação Estrutural On-line
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