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Tragédia em Portugal: mulher teria vivido mais de um ano com corpo da mãe dentro de casa

Corpos de mãe e filha foram encontrados em decomposição avançada no norte do país; polícia descarta, inicialmente, indícios de crime
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Um caso que chocou Portugal e ganhou repercussão internacional está sendo investigado pela Polícia Judiciária. Uma mulher de 62 anos teria passado mais de um ano convivendo com o corpo da própria mãe dentro de casa antes de também ser encontrada morta na residência onde ambas moravam, na cidade da Trofa, região norte do país.

Os corpos de Adelaide Sousa, de 87 anos, e de sua filha, Ângela Pinho, foram localizados na última quinta-feira (18) em avançado estado de decomposição. A descoberta ocorreu após uma série de denúncias feitas por moradores da vizinhança, que estranharam o desaparecimento das duas e a ausência de movimentação no imóvel.

Mãe teria morrido após queda dentro de casa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa portuguesa, as investigações indicam que Adelaide morreu entre o final de 2024 e os primeiros meses de 2025. A principal hipótese é que a idosa tenha sofrido uma queda no hall da residência e não recebido socorro.

Com o passar dos meses, o corpo permaneceu no mesmo local e acabou reduzido praticamente ao estado de esqueleto.

Os investigadores apontam que Ângela, que enfrentava problemas relacionados à saúde mental, continuou vivendo na residência sem informar a morte da mãe às autoridades e sem procurar assistência médica ou social.

Filha também foi encontrada sem vida

As apurações indicam que a filha deixou de ser vista por vizinhos no final de 2025. O corpo dela foi encontrado sobre uma cama em um dos quartos da casa, próximo ao local onde permanecia o cadáver da mãe.

Segundo a Polícia Judiciária, não foram identificados sinais de violência ou evidências que indiquem a participação de terceiros. A linha de investigação mais forte até o momento aponta para um possível suicídio.

As causas exatas das mortes ainda dependem da conclusão dos exames periciais.

Vizinhos desconfiaram após meses sem movimentação

A situação começou a despertar suspeitas na comunidade após um longo período sem qualquer atividade na residência. Moradores relataram que ninguém era visto saindo de casa para atividades rotineiras, como descartar lixo, fazer compras ou receber visitas.

Além disso, segundo relatos publicados pela imprensa local, Ângela teria fornecido explicações diferentes sobre o paradeiro da mãe quando era questionada por conhecidos. Em algumas ocasiões, afirmava que a idosa estava doente e acamada; em outras, dizia que ela havia sido encaminhada para uma instituição de acolhimento.

Denúncia levou à descoberta dos corpos

Diante das inconsistências e da ausência prolongada das duas mulheres, uma nova denúncia foi apresentada às autoridades em abril deste ano. O caso passou a ser acompanhado pela Brigada de Pessoas Desaparecidas da Polícia Judiciária do Porto.

Durante as buscas realizadas na residência, os agentes encontraram os corpos e iniciaram a investigação que revelou os detalhes da tragédia.

Vizinhos afirmaram à imprensa portuguesa que jamais haviam testemunhado uma situação semelhante na cidade, classificando o caso como um dos mais perturbadores já registrados na região.

Da redação Estrutural On-line
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