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Terremotos na Venezuela deixam 920 mortos e quase 3 mil feridos; milhares seguem desaparecidos

Sequência de tremores elevou o número de vítimas e provocou uma das maiores operações de resgate da história recente do país
Reprodução / Redes sociais

A tragédia causada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua se agravando. O número de mortos chegou a 920, enquanto quase 3 mil pessoas ficaram feridas, conforme atualização divulgada nesta sexta-feira (26) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Além das vítimas confirmadas, a situação preocupa pelas milhares de pessoas que ainda não foram localizadas. Embora o governo venezuelano não tenha divulgado um balanço oficial de desaparecidos, plataformas organizadas pela sociedade civil para auxiliar nas buscas estimam que entre 30 mil e 40 mil pessoas permanecem desaparecidas.

Tremores de grande magnitude devastaram regiões da Venezuela

Os abalos sísmicos ocorreram na quarta-feira (24) e tiveram epicentro no estado de Yaracuy. O primeiro terremoto atingiu magnitude 7,2, seguido apenas 39 segundos depois por um segundo tremor ainda mais intenso, de 7,5.

As cidades mais castigadas foram Caracas, capital venezuelana, e o estado de La Guaira, onde equipes de resgate continuam trabalhando na retirada de vítimas sob os escombros.

Na quinta-feira (25), um novo terremoto de magnitude 5 foi registrado no país. Segundo as autoridades, esse terceiro abalo não provocou danos relevantes.

Brasileiros estão entre as vítimas fatais

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a morte de dois brasileiros durante a tragédia: um homem e uma mulher.

Em nota oficial, o governo brasileiro informou que presta assistência consular aos familiares das vítimas, mas não revelou suas identidades.

Comunidade internacional envia ajuda humanitária

Diante da dimensão da catástrofe, diversos países anunciaram apoio à Venezuela.

Os Estados Unidos informaram a liberação de US$ 150 milhões (cerca de R$ 825 milhões) em assistência humanitária destinada às ações de emergência.

Além dos norte-americanos, mais de 20 países colocaram equipes, recursos e ajuda à disposição do governo venezuelano. Entre eles estão Brasil, México, Ucrânia, Cuba, França, Espanha, Alemanha, Suíça, Holanda, Equador, El Salvador e República Dominicana.

Enquanto o número de vítimas continua aumentando, as equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes em meio aos escombros, em uma operação considerada uma das maiores já realizadas no país.

Da redação Estrutural On-line
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