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| Polícia Civil/Divulgação |
A Polícia Civil de São Paulo investiga um crime que chocou moradores de Piracicaba, no interior paulista. Um padeiro de 34 anos foi sequestrado e assassinado supostamente por um colega de trabalho que havia sido demitido apenas dois dias antes. O principal suspeito do homicídio está foragido.
A vítima, identificada como Lismar Santos de Jesus, foi encontrada morta na manhã de domingo (21), em uma quadra de areia localizada no bairro Cecap. Conforme informações da investigação, o corpo apresentava sinais de estrangulamento.
Último contato foi com colega demitido
Antes de desaparecer, Lismar teria sido visto na companhia de dois homens. Entre eles estava Tássio Alves dos Santos, ex-funcionário da mesma padaria onde a vítima trabalhava. Os dois, segundo a polícia, dividiam um quarto.
De acordo com as apurações, Tássio foi dispensado da empresa na sexta-feira (19). Após a demissão, ele teria enviado uma mensagem à proprietária do estabelecimento afirmando que levaria Lismar para os “irmãos”, expressão frequentemente associada a integrantes de facções criminosas.
A declaração passou a ser considerada um dos principais elementos da investigação e reforçou as suspeitas sobre o envolvimento do ex-colega no desaparecimento e na morte do padeiro.
Dois suspeitos já foram presos
Durante as diligências, equipes das polícias Civil e Militar prenderam dois homens apontados como participantes do crime. Um deles é Anderson Teixeira da Silva Martins, de 45 anos, que possui antecedentes por tentativa de homicídio.
Segundo a delegada Juliana Pereira Ricci, responsável pelo caso, Anderson estava em saída temporária do sistema prisional e deveria retornar à penitenciária nesta segunda-feira (22).
O segundo detido foi identificado como Igor Novaes Sena, de 24 anos. Ambos são investigados por participação direta no sequestro e assassinato da vítima.
Investigação apura motivação e participação de grupo criminoso
A Polícia Civil trabalha agora para localizar o suspeito apontado como mentor do crime e esclarecer a motivação do homicídio. Os investigadores também analisam a possível ligação dos envolvidos com organizações criminosas.
O caso foi registrado como homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, associação criminosa e coação no curso do processo. Novos depoimentos e perícias devem ajudar a reconstruir os últimos momentos de vida de Lismar e determinar o grau de participação de cada investigado.
Enquanto as buscas pelo foragido continuam, familiares e amigos da vítima aguardam respostas sobre um crime que teria começado após um conflito surgido no ambiente de trabalho e terminou de forma brutal.
Da redação Estrutural On-line

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