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A morte de um homem dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, segue repercutindo e mobilizando autoridades de saúde e segurança pública. Nesta segunda-feira (22), a governadora Celina Leão (PP) voltou a se manifestar sobre o caso e afirmou que nenhuma circunstância pode servir de justificativa para a falta de assistência a um paciente que procura atendimento na rede pública.
A vítima, identificada como Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, morreu enquanto estava na recepção da unidade. Segundo a governadora, relatos preliminares apontam que ele era uma pessoa em situação de rua e frequentava regularmente o local, mas ressaltou que essa condição não exime a obrigação de atendimento.
“Nós determinamos uma apuração rigorosa e imediata. O fato de ele ser uma pessoa conhecida da unidade ou permanecer frequentemente no local não justifica a ausência de prestação de atendimento”, declarou Celina durante agenda oficial no Palácio do Buriti.
Investigações envolvem Polícia Civil e auditoria interna
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas. Paralelamente, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) abriu uma auditoria interna para esclarecer as circunstâncias da morte.
Também nesta segunda-feira, o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, afirmou que todas as medidas necessárias serão adotadas para esclarecer o ocorrido. Em publicação nas redes sociais, ele destacou que não haverá tolerância com qualquer eventual falha no atendimento.
“Não admitiremos nem aceitaremos qualquer indício de omissão ou ausência de assistência a qualquer cidadão que procure nossa rede de saúde”, afirmou.
Iges-DF diz que vítima não tinha ficha de atendimento
Em nota oficial, o Iges-DF informou que Vilmar não possuía registro de atendimento aberto na unidade na data da ocorrência. Segundo o instituto, os profissionais da UPA foram acionados após a constatação de que o homem não apresentava sinais vitais.
Ainda de acordo com a instituição, uma avaliação foi realizada imediatamente e, diante da confirmação do óbito, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram chamadas para os procedimentos legais.
“O Iges-DF permanece à disposição das autoridades para colaborar com todos os esclarecimentos necessários”, informou o órgão.
Imagens mostram últimas horas antes da morte
Novas imagens de câmeras de segurança revelaram parte da movimentação de Vilmar Pereira da Silva dentro da unidade de saúde antes de sua morte.
Os registros mostram que ele chegou à UPA do Recanto das Emas por volta das 21h14 da sexta-feira (19), utilizando uma cadeira de rodas. Após beber água, foi direcionado por um vigilante para um espaço na sala de espera.
Cerca de duas horas depois, às 23h07, ele aparece indo ao banheiro. Nas imagens, já não utilizava pulseira de identificação para atendimento.
Durante a madrugada, Vilmar permaneceu na cadeira de rodas. Por volta das 2h43, ele aparece ingerindo um líquido não identificado. Um minuto depois, um segurança se aproxima e conversa com ele. Às 3h, ele se cobre com um cobertor e continua na recepção, enquanto outras pessoas também aguardavam atendimento no local.
Horas mais tarde, já no período da tarde de sábado, pacientes perceberam que ele não apresentava sinais de reação e acionaram a Polícia Militar.
Caso levanta debate sobre atendimento em unidades de saúde
A morte de Vilmar Pereira da Silva dentro de uma unidade pública de saúde reacendeu discussões sobre protocolos de acolhimento e monitoramento de pacientes em áreas de espera. Enquanto as investigações avançam, o Governo do Distrito Federal afirma que irá acompanhar o caso de perto para identificar possíveis responsabilidades e garantir transparência na apuração.
Da redação Estrutural On-line

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