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| scaa./ reprodução |
Um homem de 40 anos passou por momentos de desespero após a bateria reserva de um cigarro eletrônico explodir dentro do bolso de sua calça enquanto trabalhava na Escócia. O incidente provocou queimaduras graves na perna da vítima, exigindo atendimento de emergência e transporte aéreo para um hospital especializado.
O caso acendeu novamente o alerta sobre os riscos associados ao manuseio e armazenamento inadequado de baterias de lítio, amplamente utilizadas em dispositivos eletrônicos, incluindo os populares vapes.
Explosão aconteceu de forma repentina
A vítima, identificada como Gavin Sutherland, contou que realizava suas atividades normalmente quando percebeu um som incomum vindo do bolso da calça.
Segundo seu relato, poucos segundos depois do chiado inicial, a bateria entrou em combustão.
"Percebi imediatamente que o problema vinha da bateria, mas tudo aconteceu muito rápido", relatou.
Ele descreveu uma sequência de calor intenso, fumaça e uma pequena explosão, que geraram pânico e o fizeram correr em busca de ajuda.
Roupa ficou grudada na pele
A temperatura alcançada pela bateria foi tão elevada que o tecido da calça jeans aderiu à pele da perna atingida.
De acordo com Gavin, foi necessário utilizar uma faca para cortar a roupa e conseguir removê-la sem agravar ainda mais os ferimentos.
Após conseguir retirar parte do tecido, ele tentou aliviar a queimadura utilizando água fria, mas a dor aumentou rapidamente, levando ao acionamento dos serviços de emergência.
Resgate aéreo foi necessário
Diante da gravidade da lesão, equipes do Serviço de Ambulância Aérea de Caridade da Escócia (SCAA) realizaram o transporte da vítima de helicóptero até o Hospital Real de Aberdeen.
Os médicos constataram queimaduras significativas e decidiram realizar um procedimento de enxerto de pele para auxiliar no processo de recuperação.
Apesar da gravidade do acidente, os exames descartaram danos musculares mais profundos, fator considerado positivo para a reabilitação do paciente.
Riscos das baterias de lítio preocupam especialistas
Especialistas alertam que baterias de lítio podem representar riscos quando entram em contato com objetos metálicos, sofrem impactos ou apresentam defeitos de fabricação.
O superaquecimento pode desencadear uma reação conhecida como "fuga térmica", capaz de provocar incêndios, explosões e queimaduras severas em poucos segundos.
Por isso, fabricantes e órgãos de segurança recomendam transportar baterias sobressalentes em embalagens adequadas e evitar guardá-las soltas em bolsos, mochilas ou junto a chaves, moedas e outros materiais metálicos.
O acidente repercutiu no Reino Unido e voltou a chamar atenção para os cuidados necessários com dispositivos eletrônicos alimentados por baterias recarregáveis.
Embora os cigarros eletrônicos sejam amplamente utilizados em diversos países, especialistas destacam que os usuários devem seguir rigorosamente as orientações de segurança para reduzir o risco de acidentes semelhantes.
Enquanto se recupera das queimaduras, Gavin afirma que espera que sua experiência sirva de alerta para outras pessoas que carregam baterias de vape sem proteção adequada no dia a dia.
Da redação Estrutural On-line

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