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EUA intensificam ofensiva contra o Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Novo ataque dos EUA atinge alvos estratégicos do Irã, enquanto Teerã promete reação e volta a restringir passagem de navios no Estreito de Ormuz
Imagem de Robert Balog por Pixabay

Os Estados Unidos realizaram nesta quarta-feira (10) uma nova série de bombardeios contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio pelo segundo dia consecutivo. A ofensiva foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que classificou a operação como uma ação de “autodefesa” diante do que chamou de agressões contínuas do governo iraniano.

A nova investida ocorre em um momento de crescente tensão entre Washington e Teerã e teve reflexos imediatos na segurança marítima da região. Após os ataques, autoridades iranianas voltaram a restringir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

Bombardeios atingem áreas estratégicas do sul do Irã

De acordo com o Centcom, os ataques começaram no início da noite, por determinação do presidente dos Estados Unidos. O objetivo foi atingir diversos pontos considerados estratégicos pelas forças americanas.

Veículos de comunicação iranianos relataram explosões nas ilhas de Qeshm e Hengam, localizadas próximas ao Estreito de Ormuz. Informações divulgadas pela imprensa estatal também apontam que a cidade costeira de Sirik foi atingida durante a ofensiva.

Outro alvo mencionado foi Bandar Abbas, principal porto militar iraniano no sul do país e sede de importantes instalações da Marinha de Teerã.

Trump e Pentágono já haviam sinalizado nova ação militar

Horas antes dos ataques, integrantes do governo americano já haviam indicado a possibilidade de uma nova ofensiva.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou que novas operações militares poderiam ocorrer ainda durante a noite. Pouco depois, o presidente Donald Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que o Irã seria atingido novamente com força.

As declarações reforçaram a expectativa de uma ampliação do confronto, que já vinha se intensificando desde os ataques registrados nos últimos dias.

Irã promete resposta mais dura

A reação iraniana veio logo após os bombardeios. O porta-voz das Forças Armadas do país, brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, afirmou que Teerã responderá de forma ainda mais contundente caso novos ataques sejam realizados.

Segundo o militar, o Irã está preparado para ampliar sua resposta diante de qualquer ameaça à sua soberania.

A declaração foi feita durante uma cerimônia em homenagem a civis e militares mortos nos confrontos recentes envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Conflito se agrava após queda de helicóptero americano

A atual escalada militar ganhou força após a queda de um helicóptero dos Estados Unidos na região na última segunda-feira (8). O presidente Donald Trump acusou o Irã de ter derrubado a aeronave, que estaria realizando uma missão de patrulhamento.

O Comando Central informou que dois tripulantes foram resgatados por equipes da Marinha e da Força Aérea cerca de duas horas após o acidente. Ambos sobreviveram e permanecem em condição estável.

As causas da queda seguem sob investigação.

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise

Com os novos ataques, o Estreito de Ormuz voltou a ser um dos principais focos de preocupação da comunidade internacional. A passagem marítima é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e gás natural.

Autoridades militares iranianas já haviam advertido que poderiam agir contra embarcações que transitassem pela região caso as ofensivas americanas continuassem.

Da redação Estrutural On-line
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