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| Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília |
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou nesta segunda-feira (1º) que o Governo do Distrito Federal (GDF) dará início à ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), empreendimento que permaneceu vazio desde sua inauguração, apesar dos altos investimentos realizados em sua construção.
De acordo com a governadora, os primeiros órgãos que serão transferidos para o complexo são a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Secretaria de Obras, a Casa Civil e a Casa Militar. O próprio gabinete da chefe do Executivo distrital também deverá funcionar no local.
Governo busca reduzir gastos com aluguéis
Segundo Celina Leão, a mudança faz parte de uma estratégia para diminuir despesas da administração pública com imóveis alugados. A governadora destacou que a decisão foi possível após a liberação judicial da ocupação do espaço.
“A determinação é priorizar a transferência das secretarias que atualmente funcionam em imóveis alugados. Isso permitirá uma economia significativa para os cofres públicos. O prédio finalmente está apto para ser utilizado após anos de entraves”, afirmou.
A governadora também atribuiu os problemas que impediram a utilização do Centrad a gestões anteriores e ressaltou que a atual administração conseguiu avançar na solução das pendências que cercavam o empreendimento.
História do Centrad é marcada por controvérsias
Localizado em Brasília, o Centro Administrativo do DF foi concebido para concentrar diversos órgãos do governo em um único espaço, modernizando a gestão pública e reduzindo custos operacionais.
A obra começou a ser construída em 2009 e foi inaugurada oficialmente em 2014. No entanto, o complexo jamais entrou em funcionamento. O projeto foi desenvolvido por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) envolvendo a Odebrecht e a Via Engenharia, com financiamento da Caixa Econômica Federal.
Inicialmente estimado em R$ 660 milhões, o empreendimento teve seu custo elevado para cerca de R$ 1 bilhão, tornando-se um dos projetos mais controversos da história administrativa do Distrito Federal.
Disputas judiciais travaram uso do complexo
Em 2022, o GDF decidiu anular o contrato da PPP firmado com o consórcio responsável pelo empreendimento. A medida ocorreu em meio a dezenas de processos judiciais relacionados ao Centro Administrativo.
Entre os questionamentos levantados nas ações estão a regularidade do alvará de funcionamento, supostos indícios de irregularidades no contrato e a falta de documentação necessária para a operação do complexo.
Ao longo dos anos, os impasses jurídicos impediram que o prédio cumprisse sua finalidade original, mesmo após a conclusão das obras.
GDF descarta indenização às empresas
Outro ponto que envolveu discussões recentes foi a possibilidade de o governo ter de arcar com algum passivo financeiro relacionado ao empreendimento.
Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Economia solicitou estudos para avaliar eventuais valores que poderiam ser incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Apesar disso, Celina Leão afirmou que não há previsão de pagamento às empresas envolvidas.
A expectativa do governo é que a ocupação do Centrad represente uma nova fase para o complexo, que após mais de uma década sem uso deverá finalmente receber servidores e concentrar parte da estrutura administrativa do Distrito Federal.
Da redação Estrutural On-line

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