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| Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília. |
O número de acidentes causados por escorpiões segue em alta no Distrito Federal e acende um alerta para a população. Dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) mostram que, entre janeiro e 13 de junho de 2026, foram registrados 1.974 casos de picadas, um crescimento de 6,41% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando houve 1.855 notificações.
Somando os registros de janeiro de 2025 até junho deste ano, o total de acidentes envolvendo escorpiões já chega a 6.614 ocorrências no Distrito Federal. Os números evidenciam a presença crescente desses animais em áreas urbanas e reforçam a necessidade de medidas preventivas.
Regiões do DF lideram ocorrências
Atualmente, as regiões administrativas da Estrutural, São Sebastião e Planaltina aparecem entre as localidades com maior incidência de acidentes com escorpiões.
Ao longo de 2025, a rede pública de saúde contabilizou 4.640 casos. O segundo semestre concentrou a maior parte das ocorrências, com 2.785 registros. Agosto foi o mês mais crítico do ano, acumulando 389 notificações.
Especialistas apontam que fatores como acúmulo de entulho, aumento da temperatura e expansão urbana podem contribuir para a proliferação desses animais peçonhentos.
Maioria dos casos é considerada leve
Apesar do crescimento nas notificações, a maior parte dos acidentes apresenta baixa gravidade. Dos quase 2 mil registros feitos em 2026 até meados de junho, apenas 32 foram classificados como graves, representando cerca de 1,6% do total.
Segundo a Secretaria de Saúde, o tratamento varia conforme os sintomas apresentados pela vítima. Nos casos leves, normalmente são utilizados medicamentos para controle da dor, além de anestésicos locais e compressas mornas.
O soro antiescorpiônico é reservado principalmente para situações mais graves e para pacientes considerados mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações.
O que fazer após uma picada de escorpião
A recomendação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico imediatamente após o acidente, mesmo quando os sintomas parecem leves.
As orientações incluem:
- Lavar o local da picada com água e sabão;
- Manter o membro atingido elevado;
- Buscar atendimento médico o mais rápido possível;
- Informar, quando possível, qual animal causou o acidente;
- Fotografar o escorpião, desde que isso possa ser feito sem risco.
Em situações de emergência, a população pode acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, pelo número 193.
Como evitar a presença de escorpiões em casa
Para reduzir o risco de infestação, a Vigilância Ambiental orienta moradores a adotarem medidas simples de prevenção:
- Manter quintais e terrenos limpos;
- Evitar o acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção;
- Fechar frestas, rachaduras e ralos;
- Ter cuidado ao manusear telhas, madeiras e objetos armazenados por longos períodos;
- Inspecionar calçados, roupas e roupas de cama antes do uso.
Caso escorpiões sejam encontrados dentro de residências ou em áreas próximas, a orientação é entrar em contato com a Vigilância Ambiental pelo telefone 160. Equipes especializadas podem realizar vistorias e recolher os animais.
Rede pública oferece tratamento especializado
O Distrito Federal conta com hospitais preparados para atender vítimas de acidentes com escorpiões e disponibilizar o soro antiescorpiônico quando necessário. Além disso, a população pode buscar orientação no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), que funciona 24 horas por dia pelos telefones 0800-644-6774 e (61) 99288-9358.
Da redação Estrutural On-line

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