Expedição científica termina em desastre; buscas por desaparecidos são retomadas após interrupção por mau tempo
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| Imagem de FIRST online por Pixabay |
Cinco cidadãos italianos morreram durante uma expedição de mergulho nas Ilhas Maldivas, na última quinta-feira (14), em um caso que levanta preocupações sobre segurança em atividades subaquáticas na região. O grupo participava de uma missão científica voltada à biologia marinha e era formado por profissionais experientes.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, os mergulhadores exploravam uma caverna localizada a cerca de 50 metros de profundidade — acima do limite permitido pelas autoridades locais, que restringem o mergulho a até 30 metros. O corpo de Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho, foi o único recuperado até o momento, encontrado a aproximadamente 60 metros de profundidade.
As buscas pelos outros quatro integrantes precisaram ser suspensas na sexta-feira (15) devido às condições climáticas adversas, mas foram retomadas na manhã deste sábado (16). As circunstâncias exatas do acidente ainda estão sendo investigadas.
Como medida imediata, o Ministério do Turismo das Maldivas suspendeu a licença da embarcação Duke of York, responsável por conduzir o grupo durante a atividade. Autoridades locais apuram se houve descumprimento das normas de segurança e quais fatores contribuíram para a tragédia.
Segundo o jornal maldivo Mihaaru, a principal hipótese é que os mergulhadores tenham ultrapassado a profundidade autorizada, o que pode ter comprometido a segurança da operação.
O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que os esforços estão concentrados na localização dos desaparecidos. Já o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, determinou o envio de reforço diplomático ao país asiático para prestar assistência às famílias.
Entre as vítimas estão profissionais ligados à pesquisa científica e ao ensino, como a professora Monica Montefalcone, da Universidade de Gênova, além de jovens pesquisadores e instrutores de mergulho certificados.
Da redação Estrutural On-line

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