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| Foto: Francisco Gelielçon / Arquivo: Estrutural On-line |
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Shem VeTzel, que mira um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais por meio de anúncios falsos em plataformas digitais. A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia e teve como foco crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações começaram há cerca de quatro meses após o aumento de registros de vítimas no Distrito Federal que relataram prejuízos financeiros durante compras realizadas pela internet, principalmente em anúncios publicados no marketplace do Facebook.
Segundo a PCDF, os criminosos anunciavam produtos com preços muito abaixo do mercado para atrair compradores. Depois do primeiro contato, as negociações eram transferidas para o WhatsApp, onde os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fazer pagamentos antecipados.
De acordo com os investigadores, os golpistas criavam histórias emocionais e situações de urgência para pressionar os compradores a realizar transferências bancárias sucessivas. Em muitos casos, logo após receber o dinheiro, os suspeitos bloqueavam as vítimas nos aplicativos de mensagens.
PCDF identifica padrão de golpes eletrônicos no DF
Durante a apuração, a Polícia Civil encontrou semelhanças entre diferentes ocorrências registradas no Distrito Federal. Os investigadores identificaram repetição de números telefônicos, contas bancárias utilizadas nas fraudes e até dispositivos móveis ligados diretamente ao esquema criminoso.
As diligências também apontaram o uso de diversas contas em nome de terceiros, além da criação de perfis falsos e endereços de e-mail usados para divulgar anúncios fraudulentos e dificultar a identificação dos responsáveis.
Nesta quinta-feira, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Planaltina de Goiás (GO) e um mandado de prisão preventiva contra um suspeito de 23 anos, apontado como um dos principais articuladores do esquema.
Suspeito já era investigado por fraudes semelhantes
Segundo a PCDF, o investigado já aparecia em registros de ocorrências semelhantes desde 2024, o que reforça a suspeita de atuação contínua em crimes virtuais.
Os envolvidos poderão responder por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão, além de possíveis novas acusações que ainda seguem sob investigação.
Significado da Operação Shem VeTzel
O nome da operação tem origem hebraica e faz referência às palavras “nome” e “sombra”. Para os investigadores, a expressão simboliza o uso de identidades falsas, perfis virtuais e contas bancárias de terceiros para esconder os verdadeiros responsáveis pelos golpes aplicados pela internet.
Por Francisco Gelielçon com informações da PCDF
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