Setor produtivo do DF aponta risco ao comércio brasileiro, perda de arrecadação e ameaça a empregos formais
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| Foto divulgação / Comércio DF |
A decisão do governo federal de alterar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50 gerou reação imediata do setor produtivo no Distrito Federal. O presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, manifestou preocupação com a medida provisória, que, segundo ele, pode afetar diretamente o comércio nacional, a indústria e a geração de empregos no país.
Conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, a política tem provocado debates entre empresários e autoridades. Para a entidade, a mudança cria um cenário de desequilíbrio competitivo, favorecendo plataformas estrangeiras em detrimento de empresas brasileiras, que enfrentam uma carga tributária mais elevada e custos operacionais mais rígidos.
José Aparecido destacou que o impacto não se limita ao setor de vestuário, mas atinge uma ampla variedade de produtos comercializados no país, incluindo eletrônicos, utensílios domésticos e itens da indústria têxtil. Segundo ele, a medida amplia a concorrência externa em um momento delicado para o comércio interno.
Outro ponto levantado pela Fecomércio-DF é o possível reflexo negativo sobre micro e pequenas empresas, que representam a maior parte dos negócios no Distrito Federal. De acordo com o dirigente, esses empreendimentos são responsáveis por significativa parcela dos empregos formais e pela movimentação econômica local.
Além disso, a entidade chama atenção para a perda de arrecadação. Estimativas citadas pelo setor indicam que a tributação sobre compras internacionais gerou cerca de R$ 7,8 bilhões até o fim de 2025. Com a nova regra, esse montante pode deixar de entrar nos cofres públicos, em um cenário de চাপ fiscal.
A Fecomércio-DF defende que o Congresso Nacional reavalie a medida provisória, considerando seus efeitos econômicos e sociais. Para o setor, o debate precisa equilibrar o acesso a produtos importados com a proteção da produção nacional e a manutenção de empregos.
Da redação Estrutural On-line

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