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| Magali Moraes/Mulheres que Reciclam o Futuro |
A trajetória de superação de uma catadora de materiais recicláveis do Distrito Federal agora ganha espaço na literatura brasileira. Aos 41 anos, Aparecida Ferreira de Maria é uma das protagonistas do livro “Mulheres que Reciclam o Futuro”, obra que reúne histórias de trabalhadoras que transformam a realidade por meio da reciclagem.
Mãe de sete filhos e viúva há um ano, Aparecida encontrou na coleta de recicláveis a principal fonte de renda da família. A rotina começa ainda de madrugada, por volta das 5h, quando sai de casa para garantir o sustento dos filhos. Para ela, o trabalho vai além da sobrevivência: representa dignidade e autonomia. “Se sustentar com o próprio esforço é algo muito importante”, resume.
Filha de catadores, Aparecida cresceu acompanhando o pai recorrer à reciclagem para manter a casa. A própria entrada no setor veio cedo, aos 18 anos, quando precisou cuidar dos filhos. Desde então, construiu uma longa trajetória em cooperativas do DF, enfrentando condições difíceis no início, como a separação de materiais no chão e sob o sol intenso.
Com o tempo, conquistou melhores condições de trabalho ao ingressar na Central das Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop), onde hoje atua como ajudante de cozinha. A experiência nas cooperativas também trouxe algo além do sustento: uma rede de apoio entre mulheres que compartilham desafios semelhantes.
A participação no livro surgiu por meio de um convite ligado à Centcoop. Ao relatar sua história para a obra, Aparecida descreve o momento como uma forma de desabafo e reconhecimento. A publicação reúne 25 mulheres e evidencia o papel feminino em um setor que representa cerca de 70% dos trabalhadores da reciclagem no país.
O lançamento está marcado para o dia 20 de maio, em Brasília, dentro das ações do mês dedicado ao Dia Mundial da Reciclagem. O livro será disponibilizado gratuitamente na internet, ampliando o alcance das histórias e dando visibilidade a profissionais que, muitas vezes, permanecem invisíveis, apesar de sua importância para o meio ambiente e a economia sustentável.
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| Magali Moraes/Mulheres que Reciclam o Futuro |
Da redação Estrutural On-line


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