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Via-Sacra em Planaltina reúne multidão e emociona com cena da ressurreição de Jesus no Morro da Capelinha

Encenação da Sexta-feira Santa atrai cerca de 100 mil pessoas no DF e reforça fé, tradição e significado da Páscoa cristã


LUIS NOVA/ ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A tradicional Via-Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina (DF), voltou a emocionar milhares de fiéis na noite desta Sexta-feira Santa (3). Considerado um dos maiores eventos religiosos do Distrito Federal, o espetáculo reuniu cerca de 100 mil pessoas e teve como ponto alto a encenação da ressurreição de Jesus Cristo, apresentada por volta das 21h30.

Após mais de uma hora de apresentação organizada pela Arquidiocese de Brasília, o público foi tomado pelo silêncio e pela emoção. A cena final, que simboliza a vitória da vida sobre a morte — um dos pilares da fé cristã — comoveu os presentes, especialmente neste ano, em que a representação mostrou Jesus ressuscitado ao lado da imagem de Maria.

Entre os fiéis, histórias de fé e tradição se misturaram ao espetáculo. A pequena Emily Gabriele, de 4 anos, acompanhou atentamente cada momento ao lado do pai, o auxiliar de serviços gerais Jarlison Conceição Silva, de 38 anos, e do irmão, Enzo Rafael, de 12. Moradores do Arapoanga, em Planaltina, eles participam da celebração há gerações.

Durante a encenação da crucificação, a menina questionou o pai sobre o sofrimento de Jesus. Minutos depois, ao assistir à ressurreição, reagiu com simplicidade e fé: “Ele ressuscitou, papai”. Para Jarlison, viver esse momento com os filhos reforça o significado da data. “A gente traz eles para entenderem o que Jesus fez por nós. Ver ao vivo é diferente, toca mais”, afirmou.

A emoção também marcou os jovens presentes. A estudante Maria Júlia Reis de Lima, de 15 anos, não conteve as lágrimas durante as cenas mais intensas, como o sofrimento de Maria diante da morte do filho. “Esse momento mexe muito com a gente”, disse.

Ela esteve acompanhada de amigos da Paróquia Divina do Espírito Santo, todos moradores do Arapoanga, que participaram ativamente das celebrações desde o início da Quaresma. Para o grupo, a experiência deste ano foi ainda mais profunda, marcada por práticas de fé e disciplina espiritual, como jejuns, orações e leitura bíblica.

“É como uma conquista. A gente viveu a Quaresma de verdade e hoje celebra isso”, destacou o estudante Gabriel de Souza Caetano, de 16 anos.

Com o encerramento da encenação, os fiéis deixam o Morro da Capelinha renovados na fé e na esperança, elementos centrais da tradição cristã que culmina no Domingo de Páscoa, data que celebra a ressurreição e a promessa de vida nova.

Da redação Estrutural On-line

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