Teerã ignora prazo de 48 horas imposto por Donald Trump e ameaça retaliar com ataques a alvos americanos e israelenses
![]() |
| Imagem de Robert Balog por Pixabay |
O governo do Irã endureceu o tom neste sábado (4) ao rejeitar o ultimato feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e confirmar que o Estreito de Ormuz continuará sob restrições. A resposta oficial foi divulgada pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Trump havia dado um prazo de 48 horas para que Teerã reabrisse a rota marítima, considerada estratégica para o fluxo global de petróleo, sob ameaça de atacar infraestruturas essenciais iranianas. O líder norte-americano afirmou que, caso a exigência não seja atendida, consequências severas atingiriam o país.
Em reação, o comando militar iraniano classificou as declarações como impulsivas e acusou o presidente dos EUA de agir de forma desequilibrada após sucessivos reveses no conflito. Segundo Abdullahí, o Irã está preparado para reagir imediatamente a qualquer ofensiva.
O general alertou que, em caso de ataque, forças iranianas irão atingir estruturas utilizadas pelos Estados Unidos e também por Israel, prometendo uma resposta sem limitações. A retórica eleva o risco de um confronto direto com impacto regional e internacional.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, segue operando com restrições impostas pelo Irã desde o início da guerra. Atualmente, apenas embarcações sem ligação com EUA e Israel podem transitar, mediante pagamento de taxas, além de navios com cargas humanitárias.
O novo embate ocorre às vésperas do fim de outro prazo estabelecido por Trump, que havia suspendido ataques a instalações energéticas iranianas por 10 dias. Esse período se encerra na próxima segunda-feira (6), aumentando a expectativa por possíveis desdobramentos e impactos no mercado internacional de energia.
Especialistas alertam que a manutenção do bloqueio em Ormuz pode pressionar os preços do petróleo e afetar cadeias globais de abastecimento, ampliando a instabilidade econômica em diversos países.
Da redação Estrutural On-line

Nenhum comentário
Agradecemos pelo comentário.