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Índia volta ao mercado de petróleo iraniano e movimenta cenário energético global após anos de sanções

Decisão ocorre em meio à crise no Oriente Médio e pode influenciar preços internacionais do petróleo



VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Índia retomou a importação de petróleo do Irã após quase sete anos de interrupção, em uma decisão que reacende a relação energética entre os dois países e impacta o mercado global. A confirmação foi feita neste sábado (4) pelo Ministério do Petróleo e Gás Natural indiano.

A volta das compras acontece em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio, que tem pressionado o abastecimento e os preços internacionais de energia. Em 2019, Nova Délhi havia suspendido totalmente as importações iranianas após a reimposição de sanções dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.

Além do petróleo bruto, a Índia também adquiriu cerca de 44 mil toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP) do Irã, cuja carga está sendo descarregada no porto de Mangalore. O movimento indica uma retomada gradual das relações comerciais no setor energético.

O governo indiano destacou que a decisão segue critérios comerciais e negou qualquer problema relacionado a pagamentos ou logística. Segundo o ministério, as refinarias do país têm autonomia para buscar fornecedores diversos, garantindo segurança no abastecimento interno.

A reaproximação foi possível após os Estados Unidos concederem recentemente uma autorização temporária para que o Irã venda parte de seu petróleo estocado no mar, estimado em cerca de 140 milhões de barris. A medida busca aliviar a pressão sobre os preços globais, diante das tensões geopolíticas.

Antes das sanções, a Índia era um dos principais destinos do petróleo iraniano. Em 2018, o país asiático importava mais de 500 mil barris por dia de Teerã, com condições comerciais consideradas vantajosas, como frete subsidiado e prazos mais longos para pagamento.

Especialistas avaliam que o retorno da Índia ao petróleo iraniano pode ajudar a estabilizar o mercado internacional no curto prazo, mas também sinaliza uma reconfiguração nas alianças energéticas em meio à crescente disputa geopolítica.

Da redação Estrutural On-line

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