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EUA criticam decisões judiciais no Brasil e apontam risco à liberdade de expressão online

Relatório americano e posicionamento do Departamento de Estado elevam tensão sobre censura, redes sociais e impacto político nas eleições de 2026


Imagem de Donna Williams por Pixabay

O governo dos Estados Unidos manifestou, nesta quarta-feira (1º/4), preocupação com decisões judiciais brasileiras que, segundo avaliação oficial, podem restringir a liberdade de expressão na internet. A declaração partiu do Departamento de Estado norte-americano, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil.

Sem citar diretamente autoridades brasileiras, o órgão afirmou estar “seriamente preocupado” com medidas consideradas amplas e desproporcionais que limitariam o acesso à informação e o debate público em ambientes digitais. O posicionamento também menciona possíveis ações governamentais que estariam sendo conduzidas de forma sigilosa para conter opiniões críticas, inclusive de jornalistas e representantes eleitos.

A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, que analisa decisões da Justiça brasileira relacionadas à remoção de conteúdos e suspensão de perfis em redes sociais. Embora o documento faça referências ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Departamento de Estado evitou mencionar nomes.

Segundo o texto oficial, há preocupação com medidas que possam afetar garantias fundamentais. “Temos manifestado séria preocupação com decisões judiciais amplas e com ações que possam suprimir opiniões políticas sem o devido processo legal”, destacou o órgão americano, sem detalhar casos específicos.

O relatório do Congresso dos EUA, elaborado por parlamentares do Partido Republicano, vai além e afirma que decisões judiciais brasileiras poderiam configurar uma “campanha de censura” com potencial impacto no cenário democrático do país. O documento também levanta a possibilidade de influência no processo eleitoral brasileiro de 2026.

Entre os pontos citados estão decisões que determinaram a retirada de conteúdos e bloqueio de contas em plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos. Para embasar as críticas, o comitê reuniu 85 anexos, incluindo ordens judiciais enviadas a empresas de tecnologia.

Um dos exemplos mencionados envolve solicitações para remoção de conteúdos do influenciador Bruno Aiub, conhecido como Monark, além de determinações relacionadas a perfis ligados ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a outros usuários.

O relatório também destaca que medidas judiciais poderiam limitar a atuação política e a comunicação de figuras públicas nas redes sociais, especialmente em período pré-eleitoral.

Procurado para comentar as críticas, o ministro Alexandre de Moraes não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamento.

O tema amplia o debate internacional sobre os limites entre regulação de plataformas digitais, combate à desinformação e preservação da liberdade de expressão — um dos pontos centrais nas democracias contemporâneas.

Da redação Estrutural On-line

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