Gestão de Celina Leão reforça rede de atendimento e incentiva participação da população em consulta pública que avalia uso da edaravona na rede pública de saúde
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| Foto: Francisco Gelielçon / Estrutural On-line |
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado ações voltadas ao atendimento de pacientes com doenças raras, com destaque para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A estratégia, conduzida pela governadora Celina Leão, busca fortalecer políticas públicas de diagnóstico, tratamento e reabilitação, ao mesmo tempo em que acompanha discussões em nível nacional sobre novas terapias no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as iniciativas locais, estão propostas para ampliar centros de referência, investir em reabilitação neuromotora e fomentar parcerias voltadas à inovação no tratamento de doenças neurodegenerativas. A movimentação ocorre em paralelo à Consulta Pública SECTICS/MS nº 19/2026, aberta pelo Ministério da Saúde, que analisa a possível incorporação da edaravona no SUS.
A edaravona é um medicamento já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e indicado para pacientes com ELA em estágio inicial. Sua ação antioxidante ajuda a reduzir danos celulares e pode retardar a progressão da doença, especialmente nos primeiros anos após o diagnóstico.
Considerada uma condição grave e progressiva, a ELA compromete os neurônios motores, afetando funções essenciais como falar, engolir e respirar. Com o avanço da doença, os pacientes perdem gradualmente a autonomia, o que impacta diretamente também familiares e cuidadores.
A possível inclusão da edaravona no SUS é vista por especialistas e associações como um avanço relevante, já que pode ampliar o acesso ao tratamento e contribuir para maior qualidade de vida dos pacientes. Apesar disso, a recomendação preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) foi contrária à adoção do medicamento, levando em conta critérios como custo e impacto orçamentário.
A consulta pública, no entanto, permite que a sociedade contribua com informações e opiniões que podem influenciar a decisão final do Ministério da Saúde. O prazo para participação segue aberto até o dia 13 de abril de 2026.
Podem participar pacientes, familiares, profissionais de saúde e qualquer cidadão interessado. Para isso, é necessário acessar a plataforma Brasil Participativo, localizar a consulta correspondente e preencher o formulário com base no relatório técnico disponível.
No Distrito Federal, o alinhamento entre políticas locais e o debate nacional reforça a tentativa de ampliar o cuidado com doenças raras, um campo que ainda enfrenta desafios relacionados ao acesso a tratamentos e à estrutura de atendimento especializado.
Mais informações sobre a consulta podem ser obtidas pelo telefone (61) 99217-6669.
Da redação Estrutural On-line

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