Teerã reage a declarações dos EUA e amplia alerta com possíveis ataques a interesses ligados a Washington na região
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| Imagem de Robert Balog por Pixabay |
A escalada de tensões no Oriente Médio ganhou um novo capítulo neste domingo (22), após a Guarda Revolucionária do Irã afirmar que poderá fechar totalmente o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos realizem ataques contra usinas de energia do país.
Segundo o comunicado, a importante via marítima — essencial para o transporte global de petróleo — seria interditada até que eventuais danos à infraestrutura energética iraniana fossem reparados. Atualmente, o Irã já impõe restrições parciais à passagem de embarcações, autorizando o tráfego apenas de países considerados aliados, especialmente na Ásia.
Além da ameaça de bloqueio, autoridades iranianas endureceram o discurso ao declarar que empresas com participação norte-americana no Oriente Médio podem se tornar alvos, assim como instalações energéticas situadas em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos.
No mesmo dia, Teerã informou ter abatido um caça considerado hostil em sua costa sul, divulgando imagens do suposto incidente por meio de sua agência estatal de notícias.
A reação ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, em rede social, que poderá ordenar a destruição de usinas iranianas caso o país não libere totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo estipulado se encerra nesta segunda-feira (23).
Trump também declarou que forças militares iranianas estariam enfraquecidas e que o país buscaria um acordo, o que foi acompanhado de uma retórica mais agressiva por parte de Washington.
Considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio mundial, o Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra grande parte do escoamento de petróleo e gás. Nos últimos dias, ataques a embarcações e o clima de insegurança têm afetado o fluxo de navios, impactando a produção de grandes exportadores.
O cenário de instabilidade se intensifica em meio ao avanço do conflito na região, que já dura semanas. Neste domingo, novos ataques atingiram Israel, com sirenes de alerta sendo acionadas em diversas cidades. No sul do país, áreas como Dimona e Arad registraram destruição, enquanto no norte houve registro de morte após ofensiva atribuída ao Hezbollah.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, esteve em uma das áreas atingidas e reforçou o tom de confronto, afirmando que o país irá intensificar as ações contra lideranças e estruturas iranianas.
Com ameaças cruzadas e ações militares em andamento, o conflito no Oriente Médio segue em rápida escalada, sem sinais imediatos de desmobilização.
Da redação Estrutural On-line

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