Júri acata tese de legítima defesa e encerra caso envolvendo morte e ocultação de cadáver na capital mineira
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| Imagem de Mo por Pixabay |
O 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte absolveu, nesta terça-feira (24), uma mulher acusada de matar um homem após flagrar um suposto abuso sexual contra a própria filha, de 11 anos. A decisão foi tomada por maioria dos jurados, que reconheceram a legítima defesa.
A ré, Erica Pereira da Silveira Vicente, de 42 anos, respondia por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. O caso ocorreu em março de 2025, no bairro Taquaril, região Leste da capital.
Segundo a acusação, o homem foi atacado com golpes de faca e objeto contundente, além de ter o corpo mutilado e incendiado posteriormente. O Ministério Público sustentou que o crime foi cometido com crueldade e sem possibilidade de defesa da vítima.
Durante o julgamento, no entanto, a versão da ré prevaleceu. Em depoimento, ela afirmou que já desconfiava do comportamento do homem e que havia descoberto mensagens de conteúdo sexual enviadas à filha. Na madrugada do crime, disse ter encontrado o suspeito sobre a criança, tentando impedir que ela gritasse.
Diante da cena, a mulher reagiu e atacou o homem. Após a morte, o corpo foi levado para uma área de mata e incendiado, com a ajuda de um adolescente.
A defesa argumentou que a ação ocorreu para proteger a menina e pediu a absolvição com base na legítima defesa de terceiro. Os jurados aceitaram a tese e consideraram a ré inocente de todas as acusações.
Com o resultado, a mulher, que estava presa, deverá ser colocada em liberdade.
Da redação Estrutural On-line

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