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Corrida eleitoral de 2026 provoca saída de secretários do GDF

Prazo legal obriga secretários a deixarem cargos até início de abril para disputar eleições


Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

A proximidade das eleições de 2026 já começa a impactar diretamente a composição do Governo do Distrito Federal (GDF). Pelo menos 12 secretários devem deixar suas funções nas próximas semanas para se habilitarem como candidatos no pleito, respeitando o prazo de desincompatibilização fixado pela Justiça Eleitoral.

De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocupantes de cargos no Executivo precisam se afastar das funções até seis meses antes das eleições, marcadas para 4 de outubro. No caso dos secretários do GDF, o limite final é 4 de abril. O descumprimento pode resultar em inelegibilidade.

Entre os nomes mais cotados está o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha (Republicanos), que deve integrar como candidato a vice-governador uma chapa encabeçada pela atual vice-governadora Celina Leão (PP), pré-candidata ao Palácio do Buriti.

Outro nome de destaque é José Humberto Pires (MDB), titular da Secretaria de Governo, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também é apontada como pré-candidata ao Legislativo federal.

Além deles, outros integrantes do alto escalão já manifestaram intenção de entrar na disputa eleitoral. O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar (PSDB), deve concorrer a deputado federal, assim como Gilvan Máximo (Republicanos), responsável pela área de defesa do consumidor.

Na esfera distrital, Marcela Passamani (MDB), da Secretaria de Justiça e Cidadania, é pré-candidata à Câmara Legislativa. Ana Paula Marra (Podemos), que comanda a Secretaria de Desenvolvimento Social, também é cotada para disputar uma vaga no Legislativo local.

O secretário de Relações Institucionais, Agaciel Maia (PL), avalia concorrer à Câmara dos Deputados, enquanto Cristiano Araújo, à frente da pasta de Turismo, é apontado como possível candidato à CLDF. Já Claudio Abrantes (PSD), da Cultura, também deve entrar na corrida distrital.

Outros nomes que estudam candidatura são André Kubitschek (PSD), da Secretaria da Juventude, que pode disputar vaga tanto no Legislativo federal quanto no distrital, e Rodrigo Delmasso (Republicanos), da Secretaria da Família, que pretende retornar à Câmara Legislativa.

A saída simultânea de vários secretários deve provocar uma reconfiguração administrativa no GDF, com a necessidade de substituições estratégicas em áreas-chave da gestão. Ao mesmo tempo, o movimento evidencia a intensificação das articulações políticas visando o cenário eleitoral do próximo ano.

Da redação Estrutural On-line

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